A bolha DeFi tem mais fundamento que o “puro hype” do rali de 2017, diz fundador da MakerDAO

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EM RESUMO
  • Fundador da MakerDAO, criadora da DAI e da Maker (MKR), chamou 2017 de “puro hype”

  • Para ele, bolha DeFi é baseada em inovação real

  • Fundadores dizem o que forks de MakerDAO, Compound e Synthetix não poderiam replicar

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Muitos comparam a disparada de tokens DeFi com o rali de 2017, mas a relação pode não ter o mesmo sentido. Ao menos é o que pensa Rune Christensen, fundador da MakerDAO. Para ele, o movimento atual tem mais fundamento do que a corrida de preços baseado em “puro hype” há três anos.



Christensen deu a declaração durante o evento Binance Summit, promovido pela exchange Binance, nesta quinta-feira (10). Segundo o criador da Dai (DAI) e da Maker (MKR), o fenômeno DeFi tem mais substrato do que a corrida de preços que levou à máxima do Bitcoin.

Eu acho muito positiva essa bolha, ou rali ou seja lá como você queira chamar, comparado com 2017, que não tinha substância alguma, era puro hype. Dessa vez, a fundação está em desenvolvimento valioso real.

O fundador da MakerDAO também mencionou a grande quantidade de golpes e projetos que surgiram e sumiram rapidamente, aos quais ele chamou de “oportunistas”. No entanto, ele disse que esses são um preço a pagar pelo que está por vir.



Você precisa aceitar esse tipo de problema para ver o que realmente está acontecendo. Agora está havendo o início de um crescimento financeiro, de algo muito maior que, na minha opinião, é baseado no fato de que DeFi fornece valor real.

MakerDAO (DAI e MKR), Compound (COMP) e Synthetix (SNX): qual é o diferencial de cada projeto?

Christensen participou da conferência junto com os fundadores da Compound e da Synthetix. Eles defenderam a ideia de que os projetos são bem sucedidos, entre outros motivos, porque não foram criados por anônimos.

Dessa maneira, eles consideram que usuários consideram muito mais difícil que algo como o caso SushiSwap ocorra com eles.

Para os executivos, os diferenciais dos projetos passam principalmente pela confiabilidade junto às suas comunidades. A ideia geral é de que esse tipo de confiança não pode ser replicado em um fork.

Robert Leshner, da Compound, explicou que a empresa tem histórico livre de falhas.

A Compound vem operando sem uma única falha por anos. Nunca houve perda de fundos ou sequer um momento de crise. É impossível fazer fork de uma empresa com anos de operação impecável.

Para Kain Warnik, da Synthetix, a confiança construída ao longo do tempo protege o projeto de ataques de liquidez.

O que torna [a SNX] tão difícil de sofrer um ataque de liquidez é a confiança construída ao longo do tempo. É como um valor monetário associado ao ativo que as pessoas acreditam genuinamente.

Já Christensen considera que qualquer um pode fazer um fork da Maker ou da DAI. No entanto, seria muito difícil confiar nos novos criadores.

Há coisas importantes como governança, como a previsibilidade da comunidade em torno do projeto. Você pode fazer um fork, mas não há como convencer que a governança não vai levar [o projeto] por um caminho estranho.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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