A falta de verbas na Casa da Moeda do Brasil pode contribuir para a adoção de dinheiro digital

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O jornal Estado de São Paulo, publicou uma reportagem no dia 28 de agosto que dizia que a Casa da Moeda teria enviado um comunicado aos funcionários para incentivá-los a pedir demissão tendo em vista que a instituição estaria sem dinheiro.



A Casa da Moeda é a autarquia responsável pela impressão de notas e moedas que circulam em território nacional. Atualmente possui 3 unidades industriais no Rio de Janeiro onde trabalham mais de 2000 funcionários com salários médio de cerca de R$9.000,00. Os funcionários são concursados, porém sua contratação é feita em regime de CLT, o que não lhes garante estabilidade.

De acordo com a reportagem do jornal, a instituição está fazendo o possível para não ir à falência e aponta para medidas que tiraram a exclusividade da instituição na impressão do papel moeda como principal motivo para a crise atual. Supostamente, haveria sério risco de um processo de liquidação que culminaria com o fechamento da entidade caso medidas duras, porém necessárias não sejam tomadas.



A crise se espalha

A crise financeira no Governo Federal já atingiu outros órgãos, como a Receita Federal. Um suposto comunicado interno da RFB teria informado que os sistemas do órgão poderiam ser desligados integralmente por falta de recursos. Neste caso, todas as atividades do órgão federal como o processamento das restituições de imposto de renda e emissão de CPF podem ser afetadas.

Para muitos, no meio cripto, que são avessos à intervenção estatal na vida privada do cidadão, isso pode representar uma boa notícia. Especialmente após a obrigatoriedade para corretoras de criptomoedas de informar todos os dados dos usuários. Sem um sistema funcionando para receber estes dados, a exigência para que as corretoras de criptoativos informem todas as transações dos usuários teria pouca serventia.

Mas existem aqueles que têm esperança de que essas dificuldades se tornem uma oportunidade para superação e inovação. A falta de papel moeda e, consequentemente, dinheiro físico poderia contribuir para que o governo tome a iniciativa de utilizar a tecnologia blockchain como uma possível solução. No início do ano, a própria Casa da Moeda declarou que vinha estudando aplicações em blockchain dentro da autarquia, com o objetivo de melhorar seus produtos e processos.

Nos resta aguardar para ver o desfecho dessa história, mas é certo que a sinuca de bico, deixada pelo governo Temer para o atual governo de Jair Bolsonaro tem afetado diversas áreas e pode criar dificuldades para a atuação estatal.

O que você pensa sobre essa situação? Deixe sua opinião nos comentários.

Imagens cortesia de Shutterstock.

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Vini se formou em geologia pela Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil e trabalhou com gerenciamento de projetos na área de exploração mineral em empresas como BHP Billiton e Vale. Ele se envolveu com o bitcoin em 2011, quando comprou suas primeiras moedas através do jogo online “Second Life”, mas usou a maioria de suas primeiras moedas aprendendo a fazer transações e negociar. Depois disso, ele se tornou um entusiasta da tecnologia blockchain e desde então focou sua carreira para esse campo. Recentemente, ele se dedica à programação frequentando o Le Wagon Coding Bootcamp e Ivan On Tech Academy.

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