Algorand pede registro de marca de tecnologia blockchain para finanças no Brasil

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EM RESUMO
  • Empresa de blockchain Algorand pede registro de marca no Brasil

  • Tecnologia da empresa alia dois tipos de blockchain

  • Companhia pode estar mirando em bancos e fintechs no país

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A Algorand, plataforma blockchain criadora da criptomoeda ALGO, solicitou o registro no Brasil de uma tecnologia voltada para finanças.

O pedido de registro de marca é para a Co-Chain, uma tecnologia da empresa que busca ajudar instituições financeiras a usarem blockchain sem deixar de cumprir a regulação do setor. A solicitação aparece na Revista da Propriedade Intelectual, que reúne processos recebidos pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

O registro de marca junto ao INPI não é obrigatório. No entanto, costuma integrar as etapas do processo de chegada de uma empresa estrangeira ao Brasil. Dessa forma, novidade indica que a Algorand pode estar se preparando para oferecer serviços de blockchain a bancos e fintechs no país.

Tecnologia da Algorand pode tornar blockchain compatível com LGPD?

A solução proposta pela tecnologia Co-Chain pode ajudar a contornar um problema já identificado por especialistas no Brasil. Recentemente, um grupo de advogados argumentou em artigo que a blockchain poderia não ser viável para, por exemplo, cobrar impostos, dadas as limitações impostas pela LGPD.



A Co-Chain é uma tecnologia que alia características de blockchain clássica (não-permissionada) com as chamadas blockchains privadas (permisssionadas). Segundo a Algorand, a ideia é oferecer a empresas o melhor dos dois mundos. De um lado, a confiabilidade da descentralização e, de outro, o controle sobre a visibilidade dos dados trafegados.

Nas finanças, bancos poderiam, em tese, usar a Co-Chain sem permitir quebra de sigilo dos clientes. Ao mesmo tempo, a conexão com uma blockchain não-permissionada permitiria um certo nível de auditoria sobre a segurança dos nós.

Esse não é o primeiro registro de marca que a Algorand realiza no Brasil. A revista do INPI menciona a empresa de blockchain em edições desde 2019. No entanto, é a primeira vez que a dona do token ALGO pede para registrar a tecnologia Co-Chain no país.

A Algorand não chegou a confirmar uma data para ofertar serviços no Brasil. Em resposta ao BeInCrypto, a empresa disse que as Co-Chains são “uma tecnologia que virá no futuro, embora tenhamos alguns casos de uso que a usarão em um futuro próximo”.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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