Alibaba se inspira na internet e propõe blockchain com nome padronizado

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EM RESUMO
  • Empresa quer usar nomes padronizados para simplificar blockchain

  • Sistema é similar ao usado para traduzir IPs de sites

  • Patente prevê espécie de DNS para blockchain

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The Trust Project é um consórcio internacional de veículos de notícias que criam padrões de transparência.

A gigante chinesa do e-commerce, Alibaba, acredita que o recurso que ajudou na popularização da internet pode ajudar a tecnologia blockchain a ser mais fácil de usar.



A empresa obteve o registro de uma invenção que propõe um sistema de domínio para blockchains. O mecanismo se assemelha ao usado na internet para denominar sites. Submetida nos Estados Unidos em fevereiro de 2018, a patente foi concedida apenas nesta terça-feira (2).

O Domain Name System, ou DNS, é o sistema no qual servidores especializados traduzem o endereço digitado pelo usuário para o IP de um site. O mecanismo evita com que o usuário seja obrigado a decorar um código numérico para visitar uma página.



Antes da popularização da internet, era preciso conhecer o IP do servidor ao qual o usuário desejasse se conectar. Tudo mudou quando o engenheiro Paul V. Mockapetris inventou o DNS, em 1948.

Graças à invenção, é possível, por exemplo, visitar o BeInCrypto digitando www.beincrypto.com no navegador. Caso contrário, seria preciso informar o IP 104.18.63.156. O truque facilita a memorização por parte dos usuários e, ao mesmo tempo, padroniza a comunicação entre servidores nos bastidores.

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Alibaba propõe DNS para blockchain

A ideia do Alibaba é usar uma técnica parecida para conectar diferentes blockchains. A patente descreve um sistema baseado em consórcio, onde empresas associadas poderiam acordar o padrão de nomenclatura.

No entanto, a companhia já se adianta e aproveita para propor o que seria um esboço do DNS do blockchain, chamado por enquanto de Unified Blockchain Domain Name (UBCDN).

O sistema prevê a alocação de um único nome de domínio para cada rede descentralizada. A solução garantiria maior facilidade para conectar duas ou mais blockchains entre si, assim como o DNS permite a conexão entre servidores web.

Além disso, o UBCDN evitaria a bagunça que normalmente ocorre ao tentar realizar a tarefa atualmente. Diz o documento:

[Ao contrário de] implementações existentes em cadeia cruzada, como COSMOS […], o UBCDN pode ser usado e é reconhecível globalmente por todas as instâncias de blockchain na rede unificada de blockchain, independentemente de quantas cadeias de retransmissão [links de rede] estão incluídas na rede unificada de blockchain.

Embora tenha sido registrada, a patente não, necessariamente, leva à implementação da invenção. Por enquanto, ainda não se sabe se o Alibaba irá, de fato, lançar o sistema de nomes para blockchains. Também não está claro se o consórcio com outras empresas irá sair do papel ou se envolverá apenas a China. O país, vale lembrar, caminha para a adoção em massa do Yuan Digital.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Sou editor-chefe do BeInCrypto Brazil desde abril de 2021.

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