Apesar de queda, Bitcoin volta a atiçar apetite de investidores institucionais

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EM RESUMO
  • Preço do Bitcoin recuou fortemente após atingi US$ 38.000 na última sexta-feira (29).

  • Semana começa, no entanto, mostrando novamente forte apetite de investidores institucionais.

  • Uma mesa OTC pode ter sugado 15 mil BTCs da Coinbase apenas nesta segunda.

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Dados da blockchain do Bitcoin voltaram a indicar apetite crescente de investidores institucionais em meio a um momento de correção.



O Bitcoin voltou a cair após atingir pouco mais de US$ 38.000 na sequência do mini-rali decorrente do apoio de Elon Musk. No entanto, o recuo não parece ter sido suficiente para cessar o apetite de grandes investidores.

Segundo a casa de análise do setor de criptomoedas CryptoQuant, a semana começa com um importante sinal otimista para o Bitcoin. Assim que o Bitcoin a atingiu US$ 32.400, uma quantidade enorme de moedas foram devoradas por baleias.



A pista está no fluxo de Bitcoin movido para fora da exchange americana Coinbase. Segundo a CryptoQuant, a queda do BTC foi o gatilho para uma compra de pelo menos 15 mil bitcoins. A suspeita é, então, que a transação tenha sido realizada pelo mercado de balcão (OTC).

Grandes fluxos de saída de Coinbase. 15k com BTC a 32,4k. Olhando para o TX, eles foram para carteiras de custódia que só têm transações entrantes. É provável que sejam negociações OTC de investidores institucionais. Eu acredito que este é o sinal de alta mais forte.

Mesas OTC são amplamente utilizadas por grandes investidores para fazer transações de forma anônima. Essa modalidade também costuma ser mais procurada por quem deseja movimentar valores maiores.

Além disso, é de conhecimento público que a Coinbase tem integração com serviços de balcão. Dessa maneira, a saída de Bitcoin da exchange com essas características trazem fortes indícios de apetite institucional.

Carteiras trazem valores inteiros de BTC

Nesse caso específico, a suspeita de que se trata de uma compra de OTC também recai na divisão em carteiras com valores inteiros, entre mil e cinco mil bitcoins.

Dessa maneira, embora as entradas sejam de valores quebrados, as transferências internas seriam de valores inteiros, mais comuns para compras institucionais.

Um dos endereços, por exemplo, indica que alguém teria comprado sozinho 4.400 BTC, equivalentes a US$ 142,5 milhões com preço de referência em US$ 32.400. Desde então, o Bitcoin subiu para US$ 34.000 segundo o Coingecko, o que pode ter feito essa única compra valorizar mais de US$ 7 milhões em poucas horas.

Compradores de Bitcoin estão cada vez menos propensos a vender

A transação de 15 mil bitcoins pode ser, portanto, mais uma pista de que baleias estão aproveitando o momento para acumular Bitcoin. No começo do ano, por exemplo, o analista Willy Woo apontou que o possível topo do Bitcoin seguia crescendo, apesar da correção. Para ele, o alvo em US$ 100.000 seria “muito baixo”.

Além disso, no último sábado (30), Woo divulgou um gráfico que mostra a crescente tendência de acumulação por compradores do Bitcoin. Segundo ele, cada vez mais os investidores tendem a manter seus ativos guardados na espera de uma forte valorização futura.

Os compradores de moedas agora são holders extremamente fortes. Moedas se movendo para o vermelho significam HODLers que raramente vendem.

A análise vem após um mês de janeiro de recorde para o Bitcoin. No último mês, o número de endereços únicos ativos na rede atingiu 22,2 milhões e foi o maior de todos os tempos.

Dessa forma, apesar do momento corretivo, indicadores mostram que um próximo rali pode estar realmente se formando para o longo prazo.

Reprodução/Glassnode

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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