Ataques hackers relacionados a criptomoedas marcaram a semana

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A última semana foi marcada por diversos episódios envolvendo ataques hackers e o mundo das criptomoedas. Empresas e órgãos públicos brasileiros estiveram entre os alvos.

Além disso, a ascensão do bitcoin voltou a chamar atenção, rompendo R$ 90 no Brasil. Como consequência, houve um efeito claro sobre as buscas de mineração de bitcoin e carteiras de criptomoedas.

Enquanto isso, a Libra Association pediu registro no Brasil, o que pode preceder um possível lançamento da moeda do Facebook no país.

Veja os assuntos que mais se destacaram na segunda semana de novembro.



Vírus brasileiro mira 13 exchanges de criptomoedas

Especialistas descobriram um novo vírus que ataca as contas do usuário exchanges de criptomoedas. Criado por brasileiros, o malware mira 13 corretoras distintas, além de apps de bancos. O que chama atenção é sua capacidade de descobrir a senha do celular para iniciar a invasão.

Hackers invadem Judiciário de Santa Catarina

O Pode Judiciário de Santa Catarina divulgou ter descoberto uma invasão em seus sistemas na última segunda-feira (9). Segundo um comunicado, hackers teriam enviado um e-mail ao Tribunal de Justiça do estado alegando ter o controle total dos computadores da entidade. A mensagem afirmava que imagens e áudios de computadores dos funcionários seriam divulgados caso não houvesse um pagamento em bitcoin.

Ataque hacker ao STJ segue sem solução

A notícia vinda de Santa Catarina lembra o ataque hacker realizado contra o Superior Tribunal de Justiça. No começo do mês, o STJ suspendeu sessões após descobrir que os documentos da corte estavam bloqueados. Os arquivos haviam sido criptografados pelos invasores, que pediram resgate em criptomoedas. O Tribunal só reestabeleceu as atividades na última sexta-feira (13).

Hackers invadem Capcom e exigem US$ 11 milhões em bitcoin

Enquanto órgãos de Estado brasileiros eram invadidos, a Capcom, famosa fabricante do setor de games, também sofria ataque hacker. Criminosos teriam codificado 1 TB de dados confidenciais da empresa. Como é comum nesses casos, eles ameaçam divulgar as informações caso não recebam pagamento em criptomoedas.

Libra Association obtém registro no Brasil

A Libra Association, consórcio de empresas que controlam a moeda Libra do Facebook, pediu registro no Brasil. A solicitação ao INPI mostra, assim, que o projeto pode chegar ao país oferecendo tanto a carteira Novi quanto serviços de exchange.

Exchanges suspendem saques de Ethereum e tokens ERC20

Diversas exchanges suspenderam saques e depósitos de ETH e tokens Ethereum no padrão ERC20 nesta semana. A paralisação ocorreu em meio a uma aparente falha na rede da criptomoeda. O problema surgiu quando a Blockchair, a Metamask e outros serviços passaram a mostrar dados de uma rede secundária, como tivesse havido fork do Ethereum. Entretanto, uma conversa entre desenvolvedores esclareceu o assunto.

Bitcoin sobe e disparam buscas por carteiras

Buscas por carteiras de bitcoin voltaram a aumentar nesta semana. O movimento parece ter sido impulsionado pela alta da moeda. O bitcoin segue em ascensão em novembro após fechar outubro com valorização de 28%. Nos últimos dias, o ativo superou a marca de US$ 16.000 e chegou a bater R$ 90 no Brasil.

Mineração de bitcoin em alta novamente

Além das carteiras, o bitcoin também parece ter provocado corrida por serviços de mineração. Usuários têm mostrado interesse principalmente na mineração em nuvem, que chama atenção pela facilidade de acesso. No entanto, é preciso ficar atento a hackers e a possíveis golpes.

Vítimas do caso Unick

O cuidado com golpes perpassa pela fama das fraudes com criptomoedas no Brasil. Um dos casos mais emblemáticos é o da Unick, empresa do Sul do país que supostamente deve R$ 12 bilhões aos investidores. Muitas vítimas já, no entanto, perderam as esperanças de recuperar seu dinheiro.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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