Atlas Quantum: Justiça considera que empresa de pagamentos é “laranja” de esquema

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EM RESUMO
  • Decisão diz que Fastcash atua como laranja da Atlas Quantum

  • Empresa vinha se esquivando de bloqueios judiciais

  • Fintech passa a figurar no mesmo grupo econômico da Atlas

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Atualização em 2 de março de 2021: a reportagem conseguiu contato com a FastCash somente seis meses após a publicação original. Segundo a empresa, ela nunca teve o mesmo endereço da Atlas Quantum, que tinha sede em outro endereço. De acordo com a FastCash, a Atlas tinha apenas um escritório no mesmo edifício, porém, ainda assim, em outra unidade. Esse teria sido, inclusive, o motivo pelo qual os fundadores de ambas empresas terem se conhecido.



A seguir, a matéria original na íntegra.


A fintech Fastcash deverá ser responsabilizada junto com a Atlas Quantum em processos na Justiça. Ela foi incluída no mesmo grupo econômico da empresa acusada de operar pirâmide financeira com criptomoedas. A decisão da Justiça de São Paulo foi proferida no último domingo (13) e publicada nesta quarta-feira (16).



Em ação que corre na 2ª Vara Cível do Foro de Santos, o juiz Claudio Teixeira Villar diz que a Fastcash não conseguiu provar dissociação da Atlas Quantum. Para ele, a Fastcash tem um contrato fictício firmado com a Atlas para criar uma relação artificial entre empresas.

A Fastcash é acusada de ser uma empresa criada apenas para operar pagamentos para a Atlas de forma oculta. Além disso, não haveria pistas de que a fintech ofereça serviços para outros clientes. Sua atuação, portanto, se daria apenas para intermediar os pagamentos do suposto esquema.

Segundo o magistrado, a Fastcash não conseguiu sequer demonstrar que tem clientes para além dos investidores da Atlas.

Nada há senão alegações e o contrato firmado com a própria ATLAS, certamente na cautela e prevenção de, debalde, tentar dar ares de legalidade a uma operação de “laranjas” por meio das empresas coligadas. Não bastasse as empresas FASTCASH estão sediadas no mesmo endereço da Atlas […], de fato, constituem grupo econômico voltado a pulverizar patrimônio e dificultar a localização de ativos.

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Própria Atlas Quantum chegou a mencionar Fastcash em comunicado

Um dos principais indícios teria sido um “descuido” da Atlas ao comunicar o encerramento das atividades. Em nota pública, a empresa chegou a mencionar a Fastcash como integrante do mesmo grupo. Mais tarde, a fintech disse ter sido de fake news para se dissociar do esquema investigado pela polícia.

A justificativa é uma só: a FASTCASH passou a ser operador financeiro do grupo ATLAS, tanto que efetuou pagamento de folha de pagamento e diversos tributos em prol da ATLAS, não se tendo notícia de caráter benemerente da FASTCASH para satisfação de obrigações de terceiros.

Dessa forma, a Fastcash passa a figurar no mesmo grupo econômico que a Atlas Quantum. A partir daí, contas da fintech poderão sofrer bloqueios judiciais para pagar dívidas de investidores. Estão incluídas a Fastcash Correspondente Bancário Eireli e a Fastcash Pagamentos Digitais S.A.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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