Autoridades apreendem R$ 160 milhões em criptomoedas de site pirata de streaming

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EM RESUMO
  • Donos de site pirata teriam adquirido 22000 BTC para fugir da polícia

  • Autoridades bloquearam casas e agora US$ 29,7 milhões em Bitcoin

  • Bloqueios de criptomoedas vêm se tornando comuns, inclusive no Brasil

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Autoridades apreenderam criptomoedas de um famoso site de streaming fechado por pirataria. Valor é equivalente a US$ 29,7 milhões, ou R$ 160 milhões. O caso ocorreu na Alemanha.



Segundo o portal TorrentFreak, a polícia alemã bloqueou milhões de dólares em Bitcoin e Bitcoin Cash do site Movie2K, que já foi considerado o maior do país.

Ele foi acusado de distribuir mais de 880 mil conteúdos piratas via streaming, como filmes e séries, por cinco anos antes de ser fechado. O serviço funcionou entre 2008 e 2013.



Pouco antes da interferência policial, os dois fundadores teriam começado a comprar Bitcoin para evitar bloqueios judiciais. Hoje preso, um dos operadores teria comprado 22000 BTC. O valor equivaleria hoje quase R$ 1,4 bilhão.

Os acusados usaram as criptomoedas para comprar casas. No entanto, as propriedades também já teriam sido identificadas e sofrido bloqueio judicial.

Por enquanto, ainda não se sabe quanto da fortuna obtida de maneira ilegal ainda resta por ser descoberta.

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Bloqueio de criptomoedas vai além de streaming pirata

A compra de Bitcoin usada pelos donos do site de streaming é comum entre criminosos. No entanto, muitos juízes e advogados já sabem como o esquema opera. Hoje, é comum encontrar decisões da Justiça que ordem o bloqueio de criptomoedas, inclusive no Brasil.

Empresas acusadas de operar esquemas com criptomoedas como Atlas Quantum, Genbit e Midas Trend, por exemplo, já sofreram vários revezes na Justiça. Em diversos casos, o juízo manda oficiar exchanges para informarem se detêm saldo de criptomoedas no nome dos réus.

Além disso, há várias situações em que dívidas são cobradas também em criptomoedas. Uma escola de São Paulo chegou a pedir bloqueio de criptomoedas de um casal. Já uma empresa chinesa solicitou o mesmo contra uma companhia brasileira.

Além disso, algo parecido também ocorreu com um antigo sócio do jornal Diário de São Paulo. Ele foi alvo de um pedido do Itaú para busca de criptomoedas em corretoras do país devido a um débitos com o banco.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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