Banco Central da Argentina Defende Bitcoin com as Mais Recentes Restrições de Moeda

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Diante de uma moeda nacional em rápida desvalorização e de uma economia em crise, o Banco Central da Argentina acaba de anunciar duras novas restrições à quantidade de dólares americanos que os cidadãos do país podem comprar. A nova política serve como mais um lembrete do nível de controle que os bancos podem exercer sobre seus usuários e da importância de sistemas monetários não estatizados, como o Bitcoin, como uma saída para esse domínio.



À partir de hoje, o banco central argentino limitará a compra de dólares americanos a apenas US $ 200 por mês para aqueles que desejam comprar a moeda estrangeira usando sua conta bancária. Enquanto isso, quem compra dólares em dinheiro só pode comprar até US $ 100. Acredita-se que a medida seja um esforço para conter o uso do dólar diante de um peso argentino em rápida desvalorização.

A nova política bancária ocorre apenas algumas horas depois que o candidato presidencial de centro-esquerda, Alberto Fernández, derrotou o conservador Mauricio Macri. As primeiras indicações mostram que Fernández alcançou cerca de 48% dos votos. Estando acima dos 45% exigidos, Fernández e apoiadores estão comemorando o resultado como uma vitória.



De acordo com uma reportagem em Financial Post, a instituição financeira argentina havia introduzido uma restrição semelhante em setembro. No entanto, esse limite era muito mais generoso em US $ 10.000 por mês.

A Argentina está no meio de mais uma crise financeira que viu sua moeda nacional cair rapidamente em valor e uma grande parte da sociedade cair na pobreza. De acordo com um relatório do Wall Street Journal, a restrição anterior foi um esforço para impedir que as pessoas tentassem proteger sua riqueza usando o dólar americano muito mais estável.

A situação na Argentina serve como mais um lembrete da importância de ativos verdadeiramente descentralizados como o Bitcoin (BTC). Forçando efetivamente o povo a usar sua moeda nacional volátil, o Banco Central da Argentina também está forçando a população do país a afundar ou nadar com uma economia à beira do colapso.

O Bitcoin, por outro lado, está livre de intermediários que podem exercer esse controle. É totalmente voluntário e nenhuma autoridade central precisa conceder permissão para usar a rede. Desenvolvimentos globais, como os novos controles de moeda estrangeira da Argentina ou os recentes fechamentos de bancos libaneses, destacam a necessidade de um possível cheque ao poder das instituições bancárias massivas das quais nos tornamos tão dependentes. Para muitos de seus proponentes, o Bitcoin é a solução perfeita.

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Imagens cortesia do Twitter, Shutterstock.


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Com formação em ciências e redação, Alice começou a escrever profissionalmente há 7 anos. Desde então, ela tem aprendido, investido e escrito sobre criptomoedas e tecnologia blockchain para algumas das maiores publicações do setor. Atualmente, compõe a equipe de jornalistas Brasil da BeInCrypto.

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