Banco Central já gastou mais que todo o Tether (USDT) do mundo para conter dólar

Compartilhar Artigo
EM RESUMO
  • Nem todo o Tether (USDT) do mundo seria suficiente para conter o dólar no Brasil

  • Banco Central já gastou quase 50% a mais que capitalização da stablecoin

  • Ainda assim, dólar volta a se aproximar de R$ 5,80

  • promo

    Estamos compartilhando informação no nosso grupo de Telegram , siga-nos! E obtenha sinais de trading e análise de criptomoedas diariamente!

The Trust Project é um consórcio internacional de veículos de notícias que criam padrões de transparência.

O Banco Central já queimou o US$ 23,4 bilhões de reservas para tentar conter a disparada do dólar. O valor já supera em 40% o valor de mercado do Tether (USDT).



A USDT é a principal stablecoin pareada com a moeda americana. Após recorde em setembro, ela já acumula capitalização de cerca de US$ 16,6 bilhões.



Exatos 40,96% desse montante já foram negociados pelo Bacen em leilões de dólares desde março de 2020. A instituição atua na venda de dólares em momentos de crise para forçar a depreciação da moeda dos EUA no mercado e melhorar a cotação do real.

O maior valor foi gasto no primeiro mês de crise. Na época, US$ 10,674 bilhões foram leiloados para enfrentar as fortes perdas no começo da pandemia. Ainda assim, o dólar não parou de subir.

O real já passa de 40% de perdas no ano, se consolidando cada vez mais como a moeda nacional mais fraca entre as emergentes. A depreciação da moeda brasileira supera, por exemplo, as perdas da Lira Turca e do Peso Argentino.

A última queima de dólares ocorreu na manhã da última quarta-feira (28). O dólar havia aberto em alta e se aproximava de R$ 5,80 quando o BC interveio e negociou US$ 1,042 bilhão. A cotação chegou a recuar após a medida para R$ 5,73. No entanto, o dólar fechou o pregão em R$ 5,76.

Dólar volta a se aproximar de R$ 5,80

O pregão desta quinta-feira (29) voltou a abrir em alta, oscilando novamente entre R$ 5,78 e R$ 5,79. A subida, dessa maneira, já chega a 3% na comparação com o fechamento da semana passada.

Entre as razões estão os temores de investidores externos pelos efeitos da segunda onda da Covid-19 no mundo. Já no âmbito local, o descontrole da pandemia e as incertezas políticas continuam contribuindo para o cenário.

Além disso, o mercado também digere a sinalização do Banco Central de deixar em aberta a possibilidade de nova redução da Selic. Mantida em 2% após a última reunião do Copom, a taxa de juros é vista como entrave para a entrada de dólares no país.

 

Já o Ibovespa acompanha o movimento de baixa das bolsas mundiais e voltou a perder os 100 mil pontos. Apesar dos bons resultados do setor financeiro, papeis como os da Petrobrás recuaram em meio à queda do petróleo devido às baixas expectativas de demanda.

Enquanto isso, o Bitcoin segue subindo de preço no Brasil. Mesmo tendo perdido o ímpeto globalmente, a criptomoeda continua em alta em reais devido à subida do dólar.

Share Article

Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

SEGUIR O AUTOR

Sinais grátis de compra e venda de criptos, análises do Bitcoin e chat com traders. Entre já no nosso Telegram!

Vamos lá

Sinais grátis de compra e venda de criptos, análises do Bitcoin e chat com traders. Entre já no nosso Telegram!

Vamos lá