Bancos Centrais Causam Disparada no Preço do Ouro

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EM RESUMO
  • Bancos centrais estão injetando dinheiro na economia de vários países

  • Política do FED e dólar em queda motivam corrida dos investidores pelo ouro

  • Valor do ouro pode chegar ao patamar histórico de U$ 1.800,00

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Bancos Centrais de todo o mundo estão injetando dinheiro na economia dos seus países. Com essas medidas, investidores apostam em ativos “seguros”. Valor do ouro subiu 2% na terça, batendo o recorde de 7 anos. Valor pode chegar a U$ 1.800 por onça.



A pandemia provocada pelo novo coronavírus (COVID-19) está fazendo com que as economias de diversos países permaneçam semi-paralisadas devido à necessidade de afastamento social.

Sem poder contar com grande parte da força de trabalho, a indústria, comércio e o agronegócio estão sofrendo para conseguir manter um nível mínimo de atividade.



Todo o problema da se reflete no cenário macro, vez que, com a suspensão das atividades produtivas, a roda da economia não gira como deveria.

Movimento dos Bancos Centrais

Para mitigar o problema causado pela quarentena, os Bancos Centrais estão adotando medidas para injetar dinheiro e liquidez na economia.

Tais medidas envolvem, como é o caso do Banco Central (BACEN) no Brasil, algumas providências:

Diminuição dos Juros Básicos – Taxa SELIC

No Brasil, o BACEN diminuiu recentemente a meta da Taxa SELIC para 3,75%, valor que corresponde à sua mínima histórica. Com a principal taxa de juros da economia reduzida, a oferta de crédito aumenta no mercado, possibilitando empréstimos e financiamentos.

Nos EUA, a taxa básica de juros está oscilando entre 0% a 0,25%.

Redução dos Depósitos Compulsórios

Os Bancos Centrais – incluindo o BACEN – estão reduzindo o percentual das garantias compulsórias que os bancos deixam reservado para dar maior segurança às suas atividades.

Como a economia está precisando de incentivo, a redução das garantias bancárias contribui para aquecer o mercado, já que há mais volume de capital disponível na praça.

Empréstimos aos Bancos

Finalmente, uma das estratégias mais diretas para tentar contornar a crise é por meio do aumento das possibilidades de obtenção de crédito pelas instuições financeiras.

No Brasil, o BACEN liberou cerca de R$ 850 bilhões através de empréstimos com lastro em papéis, debêntures e compulsórios.

De toda maneira, como os Bancos Centrais influenciam o preço do ouro?

Aumento no Valor do Ouro

Devido ao movimento dos Bancos Centrais, o preço do ouro disparou nas últimas semanas e pode bater U$ 1.800 por onça, semelhante ao patamar alcançado em 2011 e 2012.

Por ser considerado um ativo refúgio (safe heaven), o ouro é muito procurado por investidores e Bancos Centrais em épocas de crise.

Dentre os motivos que explicam essa “corrida do ouro”, estão três fatores principais:

  • Alta liquidez: é aceito em qualquer lugar
  • Fator cultural: há milhares de anos, o ouro é valorizado por diversas sociedades do globo
  • Política do FED e USD: desvalorização do dólar joga os investidores para o ouro

Invariavelmente, o ouro compõe a cesta de ativos de investidores que desejam um ativo menos volátil para contrapor os investimentos de maior risco.

De maneira interessante, o valor bitcoin (BTC) segue a tendência do preço do ouro, indicando uma possibilidade da criptomoeda ser vista como um porto seguro pelos investidores.

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Nicolas se formou em Direito pela Universidade Federal do Paraná e é pós-graduado em Gestão de Negócios Internacionais. Atualmente, cursa Jornalismo na FAPCOM. Escreve sobre economia, política e história há alguns anos. Em 2017, após entrar em contato com a tecnologia blockchain, se entusiasmou com o seu potencial e passou a estudar as aplicações da tecnologia aos diversos setores da economia. Seu foco está em discutir as melhores maneiras de alavancar o desenvolvimento nacional através do uso do blockchain e das criptomoedas.

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