Binance interrompe derivativos na Europa e traders devem fechar posições

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EM RESUMO
  • Binance cede à pressão regulatória na Europa.

  • Exchange anuncia interrupção de futuros e outros derivativos no continente.

  • Traders de três países devem fechar posições nos próximos 90 dias.

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A Binance anunciou na manhã desta sexta-feira (30) a interrupção da oferta de produtos derivativos em toda a Europa, começando por Alemanha, Itália e Holanda.

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Os serviços envolvem principalmente os trades do mercado de futuros. Como consequência, a exchange de criptomoedas ordena que os traders dos primeiros três países fechem suas posições abertas dentro de 90 dias.

Segundo comunicado, a partir de agora, negociantes dessas localidades também não poderão abrir novas contas de futuros ou outros derivativos.

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Via Twitter, a companhia disse que “a região europeia é um mercado muito importante para a Binance e está tomando medidas proativas para harmonizar as regulamentações de criptomoedas, o que é um sinal positivo para a indústria.”

“Entendemos que muitos reguladores em níveis locais podem ter suas próprias posições sobre criptomoedas e agradecemos a oportunidade de iniciar um diálogo construtivo sobre os requisitos locais.”

A exchange também declarou que, embora não comercialize ativamente futuros e derivativos especificamente nesses países, planeja “começar a reduzir ainda mais o acesso a esses produtos na região”.

Vale lembrar que esse o caso é parecido com o do Brasil, onde a Binance não tem permissão para oferecer derivativos, mas não impede o acesso de residentes no países a esses produtos. Exchanges nacionais, que perderam mercado para a corretora estrangeira, denunciaram o fato este ano às autoridades.

Em nota, a Binance comenta o caso brasileiro e diz revisa e atualiza suas ofertas de produtos “em todas as regiões continuamente com base nas solicitações dos usuários e nas exigências regulatórias locais”.

“Para respeitar a ordem brasileira, a Binance implementou restrições em nosso site. Se houver novas mudanças, iremos avaliar e nos envolver proativamente com as partes interessadas relevantes para encontrar as soluções ideais para os usuários locais. Compartilharemos mais informações se e quando tivermos uma decisão e estivermos prontos para anunciar.”

Ao acessar o site da Binance em português (binance.com/pt-br) e clicar no menu de “Futuros”, o site exibe uma tela de erro “404, página não encontrada”. No entanto, nada impede que IPs no Brasil acessem o serviço utilizando a versão do site em inglês.

Pressão regulatória

A mudança ocorre em meio a uma forte pressão regulatória sobre a corretora, especialmente na Europa. O cerco começou a se fechar com um alerta emitido pela FCA, órgão regulador do mercado financeiro do Reino Unido, e logo a Binance entrou em uma espécie de lista negra de bancos, foi alvo de alerta na Itália e teve parceria suspensa com a Clear Junction, levando à interrupção de saques via rede SEPA no continente.

Desde então, a Binance encerrou a oferta de ações tokenizadas em sua plataforma, removeu pares com o Euro de trades de margem e limitou saques de criptomoedas para contas com verificação básica.

O fundador de CEO da exchange, Changpeng “CZ” Zhao, disse recentemente em carta aberta que a empresa estaria disposta a cooperar com os órgãos governamentais em busca de uma maior regulamentação do setor. Ele inclusive admitiu a possibilidade de sair do cargo e estaria em busca de um substituto.

Investigação

Além do esforço imposto por reguladores europeus, a Binance passa por problemas na Ásia, seu continente de origem. Na Tailândia, a CVM local ingressou com uma ação criminal contra a empresa por atuação sem licença.

Já na Índia, onde já era supervisionada de perto pelas autoridades, a exchange teria virado alvo da agência estatal de combate à lavagem de dinheiro por um suposto envolvimento em um esquema com aplicativos de apostas.

Pessoas investigadas teriam utilizado os serviços da WarziX, maior corretora de criptomoedas do país e adquirida pela Binance em 2019, para lavar dinheiro obtido de maneira ilegal.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Colaborei entre 2013 e 2021 com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atuei como repórter e depois como editor-chefe do BeInCrypto Brazil entre abril de 2020 e setembro de 2021.

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