Bitcoin: alta para R$53K usa Real como escada

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EM RESUMO
  • Preço aumenta em um ritmo mais acelerado em relação ao Real

  • Há três meses, BTC não alcançava esse patamar mesmo mais caro no exterior

  • Horizonte de desvalorização da moeda brasileira aponta para subida ainda maior

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O Bitcoin voltou a alcançar os R$ 53 mil no Brasil na manhã desta quarta-feira (6). O valor é o maior desde julho de 2019, quando o preço chegou aos R$ 49,9 mil. Além disso, a subida está mais acelerada que no exterior, onde a criptomoeda é negociada na casa de US$ 9,2 mil. O cenário reforça a forte influência do Real no BTC em corretoras brasileiras.



Em 12 de fevereiro, por exemplo, o Bitcoin atingia US$ 10,5 mil, cerca de 13% a mais do que a cotação atual. No entanto, àquela altura, a criptomoeda alcançava apenas R$ 45.400 no mercado nacional. Hoje, o Bitcoin usa a desvalorização do Real como escada.

Há cerca de 11 meses, em 27 de junho de 2019, o Bitcoin superava a marca de R$ 50 mil. Naquela data, porém, o dólar estava cotado em US$ 3,84. Em exchanges do exterior, interessados deveriam desembolsar US$ 12.678 para adquirir uma unidade da criptomoeda.



O COO da BitcoinTrade, Daniel Coquieri, avalia que brasileiros que investem em cripto pela primeira vez, em geral, ainda não levam em conta a fragilidade do Real.

Eu acho que não [levam em conta]. Para o grande público, o preço é sempre em reais. Para esse público que está entrando, que está dando seus primeiros passos, ele não tem uma percepção muito clara de que, no fundo, ele está se expondo ao dólar.

Quem apostou no Bitcoin enquanto o Real começava a se desvalorizar mais fortemente em março, portanto, acabou ganhando. Hoje, analistas do mercado já apontam que o patamar de R$ 5 é o novo normal. A expectativa é que a moeda brasileira não desça para o patamar anterior tão cedo. É provável, inclusive, haver nova desvalorização.

Decisão do Banco Central aponta subida

Há uma perspectiva de desvalorização ainda maior do Real no horizonte.

O Banco Central superou a expectativa mais ponderada do mercado e cortou a Selic em 75 pontos-base. A taxa de juros foi para 3,00%, a menor da história. Com isso, a tendência é de nova subida do dólar. Na terça-feira (5), a moeda já apreciava na expectativa de redução de, pelo menos, 50 pontos-base.

A redução da Selic tende a deixar renda fixa e outros investimentos de menor risco menos atrativos para os investidores. Com isso, eles compram dólar para retirar dinheiro do Brasil, elevando a cotação da moeda americana.

Ao mesmo tempo, a bolsa brasileira vem percebendo um aumento na quantidade de investidores. São 400 mil novas contas na B3 em apenas dois meses. A avaliação é de que o brasileiro vem sendo mais atraído pelo investimento de mais risco.

Bitcoin tem investidores novos

A alta do Bitcoin pode estar ligado a três movimentos combinados. De um lado, o dólar eleva o preço do BTC em relação ao Real. Ao mesmo tempo, investidores afastados de apostas seguras vêm mostrando mais aceitação ao risco. Além disso, a proximidade do halving gera uma corrida natural por conta da expectativa de valorização na sequência.

A gente vê novo dinheiro entrando no mercado. Ontem, o nosso livro de compras do Bitcoin atingiu o valor máximo de ordens em reais. Ficou no pico que só foi visto em 2017 e na última alta de 2019. São novos usuários.

Às 10h da manhã, a criptomoeda já tinha média de R$ 51.764,54 nas exchanges brasileiras segundo o Cointrader Monitor. No final da tarde, a média alcançou R$ 52.650 e chegou próximo de R$ 54 mil em algumas corretoras. Entre as que possuem maior volume, como Mercado Bitcoin, NovaDAX, BitPreço e BitcoinTrade, o preço variava na casa de R$ 52.500 a R$ 52.900.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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