Bitcoin é concentrado demais? Novo estudo sobre baleias revela resposta

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EM RESUMO
  • Um novo estudo categoriza donos de Bitcoin e busca estimar quantidades acumuladas.

  • Ideia é responder se o Bitcoin estaria ou não nas mãos de poucas pessoas.

  • Levantamento revela, por exemplo, que peixes menores têm cerca de um quarto do BTC.

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Será que o crescimento de baleias de Bitcoin deixam a criptomoeda concentrada demais? Novo levantamento tenta encontrar resposta.



Um novo estudo sobre o Bitcoin busca responder se a criptomoeda é ou não concentrada na mão de poucos compradores. A suposta concentração do Bitcoin costuma aparecer entre os argumentos de investidores que ainda não aderiram à criptomoeda. No entanto, até então era difícil contestar a afirmação dado o caráter anônimo da rede.

Para solucionar o problema, a casa de análise de dados Glassnode e o analista Willy Woo se debruçaram sobre os dados da blockchain para tentar categorizar os donos de Bitcoin em diferentes categorias. O resultado foi um estudo divulgado na terça-feira (2) que separa endereços de exchanges e mineradores de demais usuários e tenta estimar a distribuição de moedas por pessoa.



Categorias de donos de Bitcoin

Segundo a Glassnode, a análise considera que nem todos os endereços de Bitcoin devem ser tratados da mesma forma. Por exemplo, um endereço de exchange contendo os fundos de milhões de usuários precisa ser diferenciado do endereço custodiado pessoalmente por um indivíduo.

Além disso, um endereço Bitcoin não é uma “conta”. Um usuário pode controlar vários endereços e um endereço pode conter os fundos de vários usuários.

Para ajudar a delimitar os usuários, a Glassnode criou o conceito de “entidade”, que permite identificar cluster de endereços controlados pelo mesmo participante com alta confiança. Após um levantamento nesses termos, a análise chegou às seguintes categorias de donos de Bitcoin.

  • Camarão: menos de 1 BTC
  • Caranguejo: entre 1 e 10 BTC
  • Polvo: entre 10 50 BTC
  • Peixe: entre 50 e 100 BTC
  • Golfinho: entre 100 e 500 BTC
  • Tubarão: entre 500 e 1.000 BTC
  • Baleia: entre 1.000 e 5.000 BTC
  • Baleia-jubarte: mais de 5.000 BTC

Distribuição por baleias e peixes menores

Segundo o relatório, entidades menores com até 50 BTC cada (camarão, caranguejo e polvo) controlam quase 23% da oferta de Bitcoin. Dessa maneira, o número indica que uma quantidade grande de bitcoins estaria nas mãos de investidores de varejo.

Além disso, mineradores teriam 1,81 milhões de BTC (9,7%), enquanto exchangesteriam 2,35 milhões de BTC (12,7%). Já baleias-jubarte acumulariam, até janeiro de 2021, 2,47 milhões de BTC (13,3%). Por outro lado, baleias comuns teriam 3,43 milhões de BTC (18,4%).

O restante das categorias de donos de Bitcoin se configura na seguinte distribuição, dos maiores aos menores:

Baleias acumulam, mas Bitcoin está cada vez menos concentrado

Os números podem fazer parecer que o Bitcoin está concentrado demais nas baleias. No entanto, a situação muda de figura ao considerar que essas entidades são, na verdade, investidores institucionais. Dessa maneira, baleias podem, na verdade, representar o aporte de diversos investidores menores em Bitcoin por meio de fundos.

O estudo, dessa maneira, reafirma a noção de que baleias de Bitcoin vêm aproveitando o momento de correção para acumular mais. No entanto, o analista Willy Woo aponta que a criptomoeda, na verdade, vem ficando cada vez menos concentrada nas mãos de poucos.

A distribuição está cada vez melhor. Pequenos proprietários crescendo fortemente. Baleias crescendo (instituições). Redução de baleias-jubarte. Instituições = “moedas pertencentes a muitas pessoas”. Exchanges = moedas de propriedade de mais de 130 milhões de pessoas. Moedas de mineradores = principalmente moedas perdidas.

Além disso, as entidades que representam diretamente os investidores de varejo são as que mais crescem. Desde 2017, o volume de camarões disparou mais de 120%, enquanto baleias perderam espaço comparativamente.

Atualmente, os investidores menores seriam equivalentes a 96% de todas as entidades que compram Bitcoin.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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