“Bitcoin, hoje, é menos arriscado que a Apple”, diz gestor de fundo de criptomoedas no Brasil

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EM RESUMO
  • A baixa volatilidade do Bitcoin desagrada o trader, mas atrai o investidor de longo prazo

  • O gestor de portfólio da BLP Crypto, aponta que o BTC já é menos arriscado que a Apple

  • Para ele, investidores terão que repensar estratégias para ano que vem

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O Bitcoin é historicamente conhecido pela sua alta volatilidade, mas essa característica já pode ter menos respaldo na realidade dos números. Recentemente, a taxa de variação de preço da criptomoeda tem sido a mesma ou até menor do que ações de empresas famosas, como a Apple.



O Bitcoin voltou a se movimentar na segunda semana de outubro após um mês de baixa variação. No entanto, ainda assim, sua volatilidade está abaixo de ações do setor tecnológico.



Alexandre Vasarhelyi, Portfolio Manager do BLP Crypto, braço da gestora BLP Asset que investe em fundo de criptomoedas, explica que ações de empresas famosas, como a Apple, já são mais arriscadas do que o BTC.

Sempre o que vinha dos investidores era ‘[o Bitcoin] é muito arriscado’. [Mas] eu posso afirmar, matematicamente, que o Bitcoin, hoje, é menos arriscado do que a Apple. A volatilidade é a medida de risco.

Em conversa com o BeInCrypto, o especialista comenta que cenário atual força a uma mudança de paradigma entre investidores.

O termômetro é esse: um está com 39 graus e outro com 36, um está com febre e outro não está. Quando isso acontece, o discurso ‘isso é muito arriscado’ tem que ser revisitado.

O que explica a baixa volatilidade do Bitcoin

Vasarhelyi pontua que a volatilidade dos ativos se encontram em um movimento duplo. De um lado, ações de tecnologia de fato apresentam comportamento mais volátil do que o normal. No entanto, há também forte contribuição pelo lado do Bitcoin.

Mas, o que explica esse movimento para uma criptomoeda? A razão estaria justamente na larga adoção do BTC. Em queda desde 2017, a volatilidade seria motivada pelo aumento de usuários.

Imagina uma bolsa com 10 pessoas. Se você vai na mesma bolsa e tem 10 milhões de pessoas, a chance de ter alguém comprando e vendendo no mesmo preço é muito maior.

Há mais investidores no geral entrando no Bitcoin, mas o movimento é puxado principalmente por investidores institucionais.

MicroStrategy, Square e Stone Ridge, por exemplo, anunciaram aportes milionários em Bitcoin recentemente. Já no Brasil, dois novos fundos 100% Bitcoin surgiram em um mês. Já a BLP tem dois, um que aloca 20% e outro 100% em uma carteira de criptomoedas.

Risco menor traz mais investidores, que por sua vez reduzem o risco

A Fidelity, que investe em cripto há mais tempo, avalia que o risco menor compensa a alocação em cripto. Para o gestor da BLP, o movimento tende a se retroalimentar.

 

O termômetro que a gente convencionou usar indica que o Bitcoin está menos arriscado. Outubro, novembro e dezembro é quando os alocadores começam a olhar qual é o portfólio do ano que vem, e eles vão ter que se fazer essa pergunta.

Para ele, gestores terão uma de duas opções.

Vão ter que tirar o Bitcoin da caixinha do ‘muito arriscado’ e jogar em outra caixinha. Ou jogar a Apple [para a caixinha do ‘muito arriscado’]. Um dos dois vai ter que fazer.

A vinda de mais investidores tradicionais para o Bitcoin pode elevar o preço do Bitcoin. A criptomoeda, inclusive, já pode estar se preparando para novas altas.

Mas, investidores de longo prazo pouco se preocupam com essa medida. Para a maioria, a melhor estratégia é comprar em pílulas. “O segredo é comprar sempre, todo dia compra um pouco”, recomenda o gestor da BLP.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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