Bitcoin pode não ter forças para sustentar US$ 50 mil caso volatilidade não diminua, diz JPMorgan

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EM RESUMO
  • Segundo analistas do JPMorgan, volatilidade do bitcoin pode dificultar a sustentação de preços tão altos.

  • Desde setembro, a capitalização de mercado do bitcoin aumentou US$ 700 bilhões.

  • Porém, apenas US$ 11 bilhões de fluxo institucional entraram no mercado desde então. O que justifica o crescimento?

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Segundo analistas do banco americano JPMorgan Chase, a volatilidade do bitcoin pode ser um empecilho para a criptomoeda conseguir sustentar seu preço atual.



A alta do bitcoin segue firme nesta semana, com a criptomoeda alcançando hoje (17) uma nova máxima histórica de US$ 51.630

De acordo com um novo relatório do JPMorgan, no entanto, o bitcoin pode não ter força suficiente para sustentar um preço acima de US$ 50 mil. O problema, segundo o analista Nikolaos Panigirtzoglou, é a volatilidade da criptomoeda. 



A conclusão do banco se baseia em uma análise do desempenho do bitcoin nos últimos meses.

Capitalização de mercado do bitcoin aumentou US$ 700 bilhões desde setembro

A pergunta central da análise do banco questiona como a entrada de apenas US$ 11 bilhões de fluxo institucional no bitcoin, desde o final de setembro, foi capaz de fazer o seu valor de mercado aumentar US$ 700 bilhões.

Se em 30 de setembro de 2020 a capitalização de mercado do bitcoin era de US$ 200 bilhões, o valor decolou para cerca de US$ 900 bilhões nos dias atuais.

De acordo com o analista Panigirtzoglou, os fluxos especulativos influenciaram as altas de 2021 do bitcoin.

“Após anúncios do final de setembro em diante, as entradas de dinheiro durante outubro, novembro e dezembro, contribuíram para a recuperação dos preços do bitcoin na época. Enquanto os movimentos desde janeiro deste ano parecem ter sido mais influenciados por fluxos especulativos.”

Segundo o analista, para o bitcoin sustentar um preço acima de US$ 50 mil, será necessária alguma aceleração nos fluxos de dinheiro “real”, ao invés de especulativo.

BTC consome mais capital de risco que ouro

Conforme a análise do JPMorgan, este aumento significa também que o bitcoin já ultrapassou o ouro em termos de capital de risco.

Capital de risco são os recursos dedicados à atividade especulativa que priorizam investimentos de alto risco e, consequentemente, alto retorno.

Para chegar a conclusão, os analistas comparam os fluxos dos maiores fundos de ambos os ativos. Dessa maneira, o relatório concluiu que o bitcoin consome, em média, 6,2x mais capital de risco do que o ouro.

Como resultado, a volatilidade do BTC nos últimos três meses ficou em 87%, enquanto a do ouro, 16%.

“Em outras palavras, o bitcoin, a preços de mercado atuais, já mais do que dobrou em relação ao ouro em termos de capital de risco. Em nossa opinião, a menos que a volatilidade do bitcoin diminua rapidamente a partir daqui, seu preço atual de US$ 48 mil parece insustentável.”

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Saori Honorato é jornalista e para o BeInCrypto escreve sobre os principais acontecimentos do universo das criptomoedas.

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