Bitcoin vai virar ‘ouro de tolo’ e perder topo do ranking de criptomoedas, diz especialista

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EM RESUMO
  • Nikita Zhavoronkov, fundador do Blockchair, vê dominância do Bitcoin derreter

  • BTC falha em oferecer inovação e escalabilidade

  • Em cinco anos, o ranking das criptomoedas deverá ter novo rei

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O Bitcoin sempre foi a principal criptomoeda do mundo, mas o cenário pode mudar em breve. Segundo Nikita Zhavoronkov, especialista em blokchain e fundador do buscador Blockchair, o BTC poderá perder o posto de primeiro lugar em cinco anos. Ethereum surge como possível “novo rei”.



Zhavoronkov menciona a dificuldade atual do Bitcoin em superar a marca de 66% de dominância. Para ele, trata-se de um sinal de que o BTC não consegue mais atrair milhões de novos usuários.

Uma das razões estaria ligada a incapacidade do Bitcoin de adotar tecnologias novas. Contratos inteligentes são liderados pelo Ethereum e transferências anônimas são oferecidas por Monero, Dash e Zcash.



O mecanismo de consenso Proof-of-Work (PoW) também viria se mostrando ultrapassado. Mineradores não têm tido interesse no aumento de preço com receio que quedas bruscas atinjam os negócios. O Proof-of-Stake (PoS), por exemplo, permite maior escalabilidade.

Zhavoronkov defende, por exemplo, que desenvolvedores não vêm entregando promessas de escalar a blockchain do Bitcoin. Ele chama a rede Lightning, por exemplo, de “vaporware total”, “cheio de falhas fundamentais, nenhum uso real no mundo real”.

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Bitcoin está no topo por ser pioneira

Para ele, o Bitcoin se mantém no topo por enquanto porque foi a primeira das criptomoedas. Ter sido a pioneira dá ao BTC a vantagem de servir de âncora para o mercado e, principalmente, ser conhecida do grande público.

No entanto, com o tempo, as pessoas tenderão a perceber vantagens em outras criptomoedas do mercado.

As pessoas conhecem o Bitcoin, mas não sabem como podem usá-lo, além de se guardarem como proteção contra a impressora de dinheiro. E agora vem o problema – há apenas dois meses a impressora foi ao extremo – e nada aconteceu. Não há milhões de novos usuários de Bitcoin.

Zhavoronkov entende que 2020 será o ano em que o Bitcoin terá a última chance para escalar e adotar novos usuários. “Caso contrário, será “devorado pelos concorrentes”, diz.

Ethereum tomará o posto de número um?

O fundador da Blockchair aponta o Ethereum como principal candidato a criptomoeda número um do mundo. Além de liderar o mundo dos contratos inteligentes, a adoção do PoS no Ethreum 2.0 pode ajudar a alavancar mais ainda o ativo.

Imagine que o PoS no Ethereum está finalmente pronto e todos correrão para comprar 32 ETH para apostar (um cenário bastante provável). Para derrubar o Bitcoin, o Ethereum precisa crescer apenas 6x em comparação com o Bitcoin. Não é um cenário impossível (estamos em criptografia, lembra?).

Se isso ocorrer, Nikita Zhavoronkov diz que o Ethereum poderá, naturalmente, ocupar o posto de criptomoeda mais conhecida do mundo. A mídia poderá começar a divulgar a cotação diária do ETH em vez do BTC.

Dessa maneira, o Bitcoin se tornaria uma relíquia no mundo das criptomoedas. E, a essa altura, argumenta Zhavoronkov , o BTC seria o equivalente a um verdadeiro ouro do tolo.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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