Blockchain Sendo Utilizada Para Controlar Crimes Financeiros

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Com as diversas inovações para as criptomoedas, o sistema de justiça aproveita do desenvolvimento para expandir a segurança. Isso é muito bem apresentado em discurso lançado pela MAS.



Nessa quarta feira (16/10), a Autoridade Monetária de Singapura (MAS) divulgou o discurso da senhora Loo Siew Yee, Diretora Adjunta, em que mostra a preocupação do sistema no controle de crimes financeiros. No início do texto, já é mostrada a preocupação com os avanços tecnológicos no sistema financeiro.

Yee discorre sobre a importância das instituições financeiras garantirem que as transações realizadas dentro dos bancos sejam lícitas, e que assim não atuem de modo a disfarçar movimentações suspeitas. Para isso, as instituições devem cuidar das pessoas que estão gerenciando as medidas dos bancos, para que esses não atuem de modo irregular para a MAS.



Além disso, a diretora adjunta diz ainda que cada uma das partes integrantes de um sistema bancário, desde aqueles que atendem aos clientes diretamente, até a auditoria fiscal realizada, devem estar completamente alinhados e atualizados com as novas tecnologias que vem sendo desenvolvidas.

Por sua vez, a Autoridade Monetária de Singapura afirma estar realizando auditorias e inspeções frequentes em diversas transações que ocorrem dentro do país. Dentre essas, inclui uma equipe especializa no combate à lavagem de dinheiro e ainda compartilhamento de informações com os órgãos governamentais do país.

Para finalizar seu discurso, Loo Siew Yee foca especificamente nos ativos virtuais. O que Singapura fez foi licenciar empresas que utilizam/executam serviços com criptomoedas, desse modo aumentando a segurança em cima dos produtos. É claro que foi feito também um comunicado público à respeito do risco especulativo, mas nada que deva interferir no funcionamento das empresas.

Como forma de controlar as empresas que trabalham com a tecnologia de criptomoedas, o MAS está utilizando as próprias blockchains públicas de modo a garantir a procedência de cada transação. Para isso, recolhem dados de todas as transações realizadas nos livros , como é o caso do Bitcoin, para construir uma cadeia de informações para evitar crimes financeiros.

Regulamentação no Brasil

Enquanto Singapura dá os passos finais na regulamentação do uso da DPT, noticiamos recentemente o início dos projetos da CPI das criptomoedas. Apesar das diferenças no projeto, com a PL 2303/15 pretende-se também controlar a utilização das criptomoedas por empresas.

Até o momento, não houve novas atualizações sobre o projeto, que ainda esse ano deve dar entrada oficial como uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Esperamos a entrada do projeto para que possamos entender de modo mais profundo como os nossos parlamentares pretendem verificar a procedência das transações.

Você acredita que a utilização da própria blockchain como maneira de regular é a mehor opção? Deixe nos comentários abaixo a sua opinião!

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Com formação em ciências e redação, Alice começou a escrever profissionalmente há 7 anos. Desde então, ela tem aprendido, investido e escrito sobre criptomoedas e tecnologia blockchain para algumas das maiores publicações do setor. Atualmente, compõe a equipe de jornalistas Brasil da BeInCrypto.

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