Bloco de Líderes de Favelas se Unem Para Combater o Coronavírus, As Doações Podem Ser Feitas em Bitcoin e Ethereum

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EM RESUMO
  • O G10 Favelas é um bloco criado pelos líderes das 10 maiores favelas do Brasil

  • Por meio de ações em suas comunidades eles buscam enfrentar o coronavírus e diminuir os efeitos da crise

  • As doações podem ser eitas na plataorma eSolidar e aceitam bitcoin e ethereum

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O G10 das Favelas, bloco de líderes e empreendedores de impacto social das favelas, em parceria com a eSolidar, plataforma que oferece às instituições sem fins lucrativos ferramentas simples para atrair recursos e aumentar a visibilidade, lançaram um programa para angariar recursos para lutar contra a crise do coronavírus.



Essa não é a primeira ação do G10 Favelas, que em 2019, também em parceria com a eSolidar, criou um fundo para incentivar negócios locais nas periferias do Rio de Janeiro, São Paulo, Amazonas, Maranhão, Pernambuco, Pará e Distrito Federal.

Os Projetos do G10 Favelas

O fundo criado pelo bloco tinha o objetivo de arrecadar R$ 2 milhões para incentivar negócios locais nas favelas do Brasil. Esse projeto tinha duas frentes: escolher 20 projetos que mais se destacassem entre as comunidades e, através do crowdfunding eSolidar, pedir apoiadores para esses projetos. Essa primeira fase estava marcada para acontecer em março desse ano.



Já a segunda fase do projeto, também prevista para março, consistia em lançar um aplicativo, usando a tecnologia blockchain para oferecer um valor diário para que os moradores pudessem comprar comida, fraldas e gás.

Porém, pouco antes das duas fases do projeto serem lançadas, a notícia de que a disseminação do coronavírus chegou no Brasil fez com que o G10 Favelas alterasse um pouco os seus planos.

A arrecadação de fundos pela plataforma do eSolidar foi lançada, porém, o objetivo é outro. O projeto se propões a ajudar os moradores mais carentes dessas comunidades, com kits de higiene, suprimentos e outras necessidades durante esse período incerto.

O valor arrecadado será usado para ajudar os moradores vulneráveis (que perderam o emprego e não têm meios de subsistência), alugar uma casa para montar um hospital, comprar comida / montar lancheiras, água, colchões, UTI móvel e contratação de profissionais de transporte e saúde.

A previsão é que a iniciativa de combate ao coronavírus funcione por três meses ou mais. O pessoal de apoio, como seguranças, cozinheiras e cuidadores vão ser remunerados e, a sua maioria deve ser contratado na própria comunidade.

Como Fazer Doações

Além do crowdfunding na plataforma eSolidar, os responsáveis pelo G10 Favela informaram que as doações, principalmente de empresas estão vindo por meio de equipamentos para a infraestrutura e em serviços. Uma empresa doou camas e colchões, outra doou equipamentos de cozinha e grupos locais ofereceram máscaras e alimentos.

O Governo de São Paulo disponibilizou o uso das escolas na comunidade de Paraisópolis para que o bloco possa montar um espaço para isolar os moradores com sintomas leves de coronavírus. Essa estrutura vai contar com mais de 500 leitos e será semelhante a uma casa, com camas, chuveiros e equipamentos de proteção e de higiene.

Na plataforma eSolidar, é possível contribuir para cada favela individualmente. Além das informações gerais sobre as ações que cada favela vai realizar é possível ver vídeos de como eles estão se organizando e de algumas doações sendo feitas.

Alguns dos projetos já possuem quase R$ 320 mil em doações, como é o caso da favela de Paraisópolis. O valor mínimo das doações é de 10 reais e, além de boletos e cartão de crédito, as doações podem ser feitas em bitcoin e ethereum.

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Mercadóloga, mestra em estratégia e estudiosa do mercado financeiro. Entusiasta do Bitcoin, começou a escrever sobre criptomoedas em 2017 e nunca mais parou. Atualmente é colaboradora do portal BeInCrypto.

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