Brasil ganha primeiro fundo de criptomoedas que mescla DeFi com ETF

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EM RESUMO
  • Novo fundo da Vitreo aloca parte dos recursos em DeFi e parte em ETF de criptomoedas.

  • Produto é destinado ao investidor de varejo e tem aporte mínimo de R$ 1 mil.

  • Segundo especialista, o fundo não deve investir 100% em criptomoedas.

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A Vitreo anunciou nesta quinta-feira (15) o primeiro fundo de investimentos do Brasil que mescla ativos de finanças descentralizadas (DeFi) com fundo negociado em bolsa (ETF) de criptomoedas.



O Vitreo Bitcoin DeFi FIA é um produto voltado para o varejo que aloca 20% em tokens ligados ao ecossistema DeFi e os outros 80% em ETFs de cripto, como o HASH11, que estreia na B3 em 26 de abril após adiamento, e o QBTC11, da gestora QR Asset.

Segundo a Vitreo, o fundo de criptomoedas une duas teses de investimento e permite diversificar a carteira “com um ativo de risco com alto potencial lucrativo”.



Ao lançar mão de ETF de criptomoedas, a Vitreo disponibiliza um fundo que oferece maior exposição a criptoativos do que produtos convencionais para o varejo sem infringir a norma da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

No entanto, ao analisar o regulamento a pedido da reportagem, o consultor e ex-analista da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Isac Costa, conta que o fundo não investe, necessariamente, a totalidade dos recursos em cripto por conta de regras específicas de ETFs.

“Desse modo, a exposição a criptoativos não é necessariamente de 100% do patrimônio líquido, mas sim uma ponderação do percentual alocado em criptoativos para cada fundo investido (ETF e fundos da Vitreo no exterior que investem em DeFi no limite de 20%)”, explica o especialista.

Segundo Isac Costa, ainda que os ETFs representem fundos de índice em criptoativos, como é o caso dos produtos da Hashdex e da QR Asset, o acesso aos investidores de varejo é admitido em virtude do papel do gestor em selecionar esses ativos, em conformidade com as exigências regulatórias.

O Vitreo Bitcoin DeFi FIA tem investimento inicial de R$ 1 mil, taxa de administração de 0,05% ao ano, mais a taxa dos fundos investidos, limitada a 0,34% ao ano. Gerido pela Vitreo, o fundo de investimento é administrado pelo BTG Pactual, que recentemente também lançou um produto próprio que investe em Bitcoin.

*16/04: O texto original não mencionava a taxa dos fundos investidos. A matéria foi atualizada com essa informação.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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