O Brasil está em recessão desde o mês de março; ao contrário do que se acreditava, o cenário econômico não está prestes a se deteriorar, mas já entrou em declínio a partir do mês passado. Por serem ativos de risco, o Bitcoin (BTC) e as demais criptomoedas sofrem com o cenário instável.

2020 Fechará no Vermelho

O mundo está se preparando para enfrentar a grave crise econômica causada pela paralisação da economia. O surto do novo coronavírus (COVID-19) causou o fechamento de grande parte das empresas por tempo indeterminado nos países onde chegou o vírus.

Sem saber ao certo em como lidar com as consequências da pandemia, os governantes preveem que a crise na área de saúde é apenas o início da mazela que será sentida após a retração do mercado. Como não é possível antecipar a data-fim da pandemia, o FMI já determinou que mais de 170 países fecharão 2020 com a queda do PIB.

Os indicadores da OCDE e de especialistas do mercado financeiro seguem na mesma linha, demonstrando que o quadro recessivo já se iniciou no mês de março. É o que aponta o modelo macroeconômico desenvolvido pelo Mercado em Pauta.

Brasil e a Recessão

Através do Modelo Macro do Mercado em Pauta, o especialista em macro investimentos Tullio Bertini acusa o início da recessão econômica brasileira no fechamento do mês março (dados parciais):

Houve uma piora tanto nos indicadores prospectivos (índices setoriais, de confiança e câmbio) quanto nos indicadores coincidentes e defasados (taxa de desemprego, vendas no varejo, atividade industrial, renda e custos ao produtor).

A expectativa é de continuidade da deterioração dos dados macroeconômicos no segundo trimestre, confirmando o sinal do modelo, que é atualizado mensalmente nos canais do Mercado em Pauta.

O modelo macro do Mercado em Pauta é baseado na combinação da Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos (TACE), com conceitos sobre recessão da NBER (National Bureau of Economic Research).

O Brasil não está sozinho na depressão econômica: a economia norte-americana também enfrenta a mesma situação, segundo a videonálise de Tullio.

Nos EUA, o JPMorgan prevê uma contração de 40% no segundo semestre, com o desemprego batendo na casa dos 20%.

O principal problema a ser enfrentado é a queda generalizada nas atividades produtivas e comerciais. Diferente das crises anteriores, a pandemia causa uma interrupção forçada nos meios produtivos, impedindo empresas que possuem condições de continuar produzindo de dar seguimento às atividades.

Neste cenário de instabilidade, os ativos de risco tendem a sofrer mais do que os investimentos tradicionais.

Bitcoin (BTC) em Forte Queda

O Bitcoin fechou a semana de 6 a 10 de abril de 2020 com queda de 36%. Como era de se esperar, a volatividade do ativo faz com que o Bitcoin sinta o peso das incertezas acerca do alcance da pandemia do coronavírus no universo financeiro.

Outra questão que influencia na queda abrupta do valor do BTC é o fato de que diversos investidores operam alavancados. Na sexta, 10 de abril, a partir do momento em que a moeda atingiu patamares mínimos, o gatilho de vendas disparou e fez o valor da moeda desabar.

Porém, o Bitcoin possui a capacidade de superar as perdas com rapidez. No dia 09 de abril, dois saques para carteiras anônimas que totalizaram 9.000 BTC (U$ 66 milhões) indicam que baleias (grandes players do mercado) estão preferindo segurar as moedas à negociá-las. A tendência da semana seguinte à 10 de abril é de alta.

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