Brasil pode confiscar criptomoedas como EUA fez com Silk Road, diz Chainalysis

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EM RESUMO
  • Chainalysis sugere que Brasil deve aprender a monitorar criptomoedas para combater o crime de lavagem de dinheiro.

  • Empresa menciona participação no confisco de US$ 1 bilhão da Silk Road.

  • Representante sugere a deputados incluir criptomoedas, ransomware e até DeFi na Lei de Lavagem de Capitais.

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Chainalysis diz que Brasil deve aprender a monitorar criptomoedas usadas para lavagem de dinheiro e menciona confisco de US$ 1 bilhão da Silk Road.

A empresa de inteligência Chainalysis quer usar o caso da Silk Road como exemplo de como o Brasil também pode rastrear e bloquear criptomoedas do crime. Recentemente, o antigo mercado ilegal da Dark Web teve cerca de US$ 1 bilhão confiscados pelo Departamento de Justiça dos EUA com ajuda de tecnologia da companhia.

A Chainalysis é especializada em monitoramento de transações de criptomoedas. Usando algoritmos avançados, a companhia promete ser capaz de identificar o rastro de criptomoedas na blockchain por . A tecnologia permitiria, portanto, encontrar cripto provenientes de atividades criminosas.

Após ter os EUA como cliente, a empresa quer expandir e já visa o Brasil como potencial parceiro. Em novembro, um representante da Chainalysis participou de uma audiência pública da Comissão de Juristas da Câmara dos Deputados. O objetivo era discutir assuntos relacionados à uma possível revisão da Lei de Lavagem de Capitais de 1998.



A apreensão e o confisco de bens digitais, como criptomoedas, não é um processo simples. A Chainalysis pode oferecer mais visibilidade sobre esse assunto para conversas futuras. Especialmente sobre o trabalho realizado com o Departamento de Justiça americano, que recentemente resultou na apreensão de 1 bilhão de dólares em um evento relacionado à Silk Road.

João Campos, representante da Chainlaysis no Brasil

Participaram da reunião virtual deputados e ministros do Executivo e do Judiciário, assim como membros da sociedade civil que fazem parte da Comissão. O evento foi realizado em 13 de novembro.

Chainalysis sugere incluir criptomoedas, DeFi e ransomware na Lei de Capitais brasileira

Além de oferecer uma possível parceria, a Chainalysis ofereceu aos deputados e ministros sugestões para a legislação. Segundo a empresa, as mudanças da Lei de Lavagem de Capitais do Brasil devem, por exemplo, incluir explicitamente as criptomoeadas.

Nossa sugestão nesse capítulo é a adição de citações referenciando explicitamente criptomoedas e casas de câmbio virtuais. E também detalhar explicitamente o termo transferências eletrônicas para incluir criptomoedas.

Além disso, o representante sugere que a Lei mencione diretamente ataques de ransomware como crimes que resultam em lavagem de dinheiro. A Chainalysis também menciona o DeFi como potencialmente perigoso.

Atualmente temos o mercado de DeFi, onde não existe uma entidade central operando ou controlando as transações feitas na plataforma. Esse ecossistema também pode ser abusado no que diz respeito à fraude e outras formas de atividade ilícita, como manipulação de mercado, por exemplo. 

Por fim, a empresa aponta que os serviços de OTC podem ser utilizados por fraudadores. No Brasil algumas empresas oferecem os chamados mercados de balcão para clientes que desejam operar câmbio com grandes somas de dinheiro.

Esse mercado facilita o câmbio para clientes que não querem ou não podem utilizar uma casa de câmbio tradicional, e geralmente não fazem uma verificação sofisticada de seus clientes, que algumas vezes utilizam esses serviços para lavagem de dinheiro. 

Chainalysis atinge US$ 1 bilhão de valor de mercado

A Chainalysis vem crescendo e já atinge valor de mercado de US$ 1 bilhão. A capitação foi alcançada após um aporte de US$ 100 milhões na rodada C de investimentos fechada em novembro.

O crescimento vem na esteira de um mercado em ascensão. Isso porque, com a valorização das criptomoedas, os crimes relacionados também tendem a aumentar. Segundo um levantamento recente da Kaspersky, fraudes cibernéticas devem seguir em alta em 2021.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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