Brasil tem recorde na impressão de dinheiro mesmo com digitalização

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EM RESUMO
  • País colocou mais de R$ 50 bilhões em circulação em dois meses

  • Banco Central aponta estoque de emergência

  • Meios digitais crescem, mas população de baixa renda precisa de dinheiro vivo

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O Banco Central registrou recorde de impressão de dinheiro no Brasil. A instituição confirmou na terça-feira (12) ter colocado R$ 52 bilhões em circulação no prazo de apenas dois meses. Com isso, o montante disponível chega a R$ 311,5 bilhões, o maior já registrado na história.



O anúncio confirma uma reportagem da agência de notícias Reuters na última semana. Na ocasião, a reportagem descobriu um pedido do BC à Casa da Moeda para aumentar a produção de cédulas de real, em caráter de urgência, na casa dos 40%. A instituição havia topado até pagar hora extra para dar conta da ordem.

O BACEN tenha confirmou a solicitação, mas disse que as cédulas serviriam para fazer um estoque de emergência. A suspeita é de que a falta de dinheiro vivo é um dos motivos de atrasos no repasse do auxílio emergencial. O Governo, no entanto, nega essa relação.



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Segundo a autoridade monetária brasileira, há pouco dinheiro físico em circulação no país. Com a situação de isolamento, muitas pessoas teriam decidido guardar somas para emergências. Além disso, a população deixou de pagar contas no comércio, em lotéricas ou agências bancárias.

À Forbes, o Banco Central disse também que o dinheiro pago pelo auxílio demora para retornar ao sistema bancário. Daí a necessidade de imprimir dinheiro.

O BC entende que o entesouramento pode ser consequência de três fatores: saques por pessoas e empresas para formação de reservas, diminuição do volume de compras no comércio em geral e porque parcela considerável dos valores pagos em espécie aos beneficiários dos auxílios ainda não retornou ao sistema bancário.

Digitalização x impressão de dinheiro

A necessidade por dinheiro físico contrasta com o crescimento da digitação das finanças no Brasil. Fintechs que atuam no setor dizem perceber um volume maior usuários que fazem pagamentos por meio de aplicativos. Além disso, corretoras de criptomoedas notam maior entrada de usuários iniciantes.

No entanto, a alta demanda por cédula revela que boa parte da população ainda não aderiu às transações digitais. O auxílio emergencial pode ser gasto por meio da conta digital Caixa TEM, mas problemas no aplicativo estariam afugentando usuários. O movimento pode estar evitando com que a solução tecnológica ajude a reduzir a demanda por cédulas.

Governo está emitindo moeda?

A impressão ordenada pelo BACEN não influencia na emissão de moeda. Isso quer dizer que não há um novo caixa do Tesouro gerado por meio de uma política de emissão. A adição de R$ 52 bilhões no mercado, portanto, se refere apenas a cédulas físicas.

Alguns especialistas vêm defendendo que o Governo adote uma política de emissão. Em dado momento, até mesmo Paulo Guedes admitiu que a solução não está descartada para conter a crise. Porém, não é isso que acontece no momento.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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