Brasileira lança mercado NFT de música e primeira faixa arrecada R$ 60 mil em 24 horas

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EM RESUMO
  • Nova plataforma All Be Tuned permite que músicos independentes vendam suas músicas em NFT.

  • O projeto foi criado pela fintech Moeda Semente e lançado nesta segunda-feira (29).

  • Em pouco mais de 24 horas, artista lucrou quase R$ 60 mil com NFTs da sua música.

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A fintech Moeda Semente, que cria soluções de impacto social com a tecnologia blockchain, acaba de entrar para o mundo dos tokens não-fungíveis (NFT) com um novo marketplace construído do zero. O primeiro token comercializado arrecadou R$ 60 mil em 24 horas.

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Chamada All Be Tuned, a nova plataforma permite que músicos e bandas independentes brasileiras tenham um mercado próprio para emitir e vender NFTs da sua produção.

A plataforma foi construída dentro do ecossistema blockchain da Moeda Semente, que já conta com uma série de soluções para o setor das criptomoedas, indo desde o projeto DeFi Moeda.Finance, até um marketplace de apoio aos pequenos produtores rurais

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Em conversa com o BeInCrypto, Taynaah Reis, a fundadora da Moeda Semente, explica que o incentivo para criar a plataforma partiu dos seus amigos artistas, curiosos e querendo surfar na onda dos NFTs.

“Estava todo mundo querendo e perguntando o que era NFT, então resolvi criar uma plataforma de uma vez, mais fácil do que ficar explicando”, brinca Taynaah. Em apenas uma semana, a equipe da Moeda construiu e colocou a novidade no ar.

Apesar de haver outros projetos em construção buscando trazer o NFT ao mundo da música, ela explica que o All Be Tuned é o primeiro mercado NFT focado na produção de músicos independentes a ser lançado no Brasil.

“Ainda há uma barreira enorme de entrada neste mundo por pessoas que não entendem nada de NFT, como é o caso da grande maioria dos artistas e músicos. Não é algo tão simples emitir um token e depois criar uma lógica econômica por trás dele. Por isso, a plataforma foi criada do zero para ser híbrida e facilitar a entrada dos artistas neste setor.” 

Em funcionamento desde segunda-feira (29), a plataforma vai permitir que os artistas criem e coloquem à venda NFTs de diferentes formas, seja parte dos direitos de distribuição de uma música, artes de álbuns, ingressos de shows, performances, e aí por diante.

O projeto também tenta facilitar o lado dos compradores, que conseguem adquirir um NFT com cartão de crédito, por exemplo. Em seguida, eles podem aprender, por meio de um passo a passo educacional, como criar e transferir esse token para a uma carteira Ethereum.

NFT como uma nova fonte de renda

Na opinião de Taynaah Reis, os NFTs têm a chance de ganhar os artistas, principalmente neste momento de reclusão social que se perpetua à medida que o coronavírus se alastra pelo país.

Sem a possibilidade de realizar shows, a fonte primária de renda de grande parte dos artistas brasileiros, a pandemia está obrigando os profissionais a buscarem outras formas de sobreviver da música. 

“Como você vai exibir a sua arte ou tocar para os seus fãs se as galerias e casas de shows estão fechadas? As possibilidades que o NFT traz ao artista de se aproximar de novo das pessoas, e ao mesmo tempo, gerar receita, são só pontos positivos que levam as pessoas a darem uma chance a esse mercado.”

Inclusive, ela acredita que a pandemia foi uma potencializadora do boom do NFT. “O momento que vivemos fez algo que deveria levar cinco anos para se popularizar, ganhar o mundo em poucos meses”, explica.

Músicas à venda

Reis estreou a plataforma que ela mesma programou colocando à venda uma música própria – ela também é cantora. A canção “Tudo Bem” foi transformada em NFT e fragmentada em 100 tokens.

Cada token representa 0,08% dos direitos de distribuição da música, vendidos por um valor fixo de US$ 333 (ou R$ 1.916). Em pouco mais de 24 horas na plataforma, 31 NFTs da música já foram vendidos, gerando um lucro de R$ 59.460.

Ela destaca que os artistas da plataforma terão a liberdade de escolher todas as características do seu NFT, desde porcentagem de direitos de distribuição que será comercializado, até o valor preço cobrado, se será fixo ou por leilão.

Segundo ela, esse método é uma chance única do artista ter outra forma de monetizar a sua produção de forma independente. 

“Hoje em dia no Brasil é muito difícil comercializar os seus direitos se você não tem uma gravadora que vai fazer sua produção circular. Poder ter a escolha de vender um pedacinho da sua obra em troca de algum dinheiro, facilita muito neste período de incerteza. A renda do NFT pode alavancar a carreira do artista, que poderá  pagar um produtor musical, produzir um videoclipe, ou até mesmo ajudá-lo a sobreviver.”

A plataforma All Be Tuned é conectada ao aplicativo MoedaPay, que entre outras funções, permite os pagamentos com criptomoedas. Quando o artista vende um NFT, o saldo entra de forma imediata na sua carteira no app, onde ele usa o dinheiro como em qualquer outra conta digital.

Nesta quarta-feira (31), outros dois artistas brasileiros lançam NFT na plataforma, como a banda The Smoking Bets e o projeto Loops On.

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Saori Honorato é jornalista e para o BeInCrypto escreve sobre os principais acontecimentos do universo das criptomoedas.

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