Caixas eletrônicos de bitcoin crescem 45% neste ano; Brasil recebe hoje o primeiro ATM

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EM RESUMO
  • Brasil recebe hoje o primeiro caixa eletrônico de bitcoin do país

  • A Coin Cloud vai instalar mais 10 ATMs em novembro

  • Número de ATMs de criptomoedas cresce no mundo inteiro

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O número de caixas eletrônicos que permitem comprar e vender bitcoin disparou no mundo todo em 2020, e o Brasil não podia ficou de fora.



Enquanto os brasileiros migram com cada vez mais força para o meio digital, um acontecimento hoje mostra que os caixas eletrônicos estão longe de serem esquecidos, até mesmo pelos usuários de criptomoedas.

Está sendo instalado nesta sexta-feira (6), o primeiro caixa eletrônico de bitcoin do Brasil. A novidade é trazida pela empresa americana Coin Cloud.



A terceira maior operadora no mundo deste serviço, expande agora para o Brasil. O primeiro país fora do EUA a receber um ATM da empresa.

A responsável pelo desenvolvimento de negócios internacionais da Coin Cloud, Isabela Rossa, conversou com o BeInCrypto sobre a novidade. Ela está otimista com a recepção que o ATM pode ter com o público brasileiro.

“Estudamos bastante em que país expandir e a gente viu que o Brasil está disparado em relação ao mercado de criptomoedas e negociação em plataformas. Como o brasileiro já é está acostumado com ATMs e QR Code, a gente não tem dúvida na adoção que esse mercado terá aqui no Brasil.”

Até hoje, não existia nenhum caixa eletrônico de criptomoedas no Brasil. Ao contrário dos nossos vizinhos latino-americanos como Argentina, Colômbia, Peru e Chile, que já contam com opção há algum tempo.

O primeiro caixa eletrônico de bitcoin está no lobby do hotel Sheraton WTC em São Paulo. Já está confirmada a instalação de mais 10 caixas na capital até o final de novembro. Além do bitcoin (BTC), os usuários poderão comprar e vender outras 29 altcoins.

ATM da Coin Cloud. Foto: divulgação.

Números de caixas eletrônicos de bitcoin disparam

No dia 1 de janeiro de 2020, haviam sidos instalados 6.372 caixas eletrônicos de bitcoin pelo mundo. Agora em novembro, o número saltou para 11.627 ATMs. Ou seja, um aumento de 45% em menos de um ano.

Os dados são do site Coin ATM Radar e mostram que só em outubro, foram 1.034 caixas eletrônicos de bitcoin abertos. Os Estados Unidos dominam a adoção de ATMs. Do total, 802 novas máquinas foram adicionadas no país.

Crescimento de ATM de criptomoedas durante os anos. Fonte: Coin ATM Radar

No mesmo período, no entanto, 186 ATM foram desativadas. Vale lembrar que o número de caixas em funcionamento pode variar porque máquinas são retiradas de circulação com o tempo.

O outro lado dos ATMs: taxas

Mesmo com investimento forte de empresas de criptomoedas nos caixas eletrônicos, algumas questões podem dificultar a sua ampla adoção entre o público brasileiro.

Em primeiro lugar vem as taxas. A Coin Cloud vai cobrar tarifas que podem ir 7% a 15%. A taxa é maior do que a média cobrada pela maioria das exchanges do país.

A cobrança é para cobrir os custos operacionais dos ATMs. Como por exemplo, o aluguel dos estabelecimentos e a manutenção das máquinas.

As operações também só poderão ser feitas em dinheiro em espécie. O que pode limitar o uso por pessoas que prefiram outras formas de pagamento, como cartão de crédito. Entretanto, para a representante da Coin Cloud no Brasil, aceitar o real em espécie é um ponto positivo.

“Até hoje no Brasil não tinha ATM de bitcoin para uma população que ainda recebe grande parte do seu salário em dinheiro espécie. […] Muitas pessoas às vezes tem medo de vincular conta bancária.”

ATM de bitcoin quer atrair os curiosos

A empresa mira dois públicos específicos. Primeiramente, as pessoas que querem comprar/vender criptomoedas com urgência. Em segundo lugar, os curiosos que vão comprar bitcoin pela primeira vez.

Nesse último público, a adesão pode ser forte. Principalmente porque o interesse pelo bitcoin no país cresce cada vez mais. A valorização positiva do criptoativo chama a atenção de muitas pessoas que ainda não sabem como comprar criptomoedas.

De acordo com Isabela Rossa, o público se sente mais confortável em comprar cripto numa máquina em que já esteja familiarizado.

“A princípio o que leva as pessoas a utilizarem uma ATM de bitcoin é a simplicidade e a comodidade da transação. Eu acho que há muitas pessoas ainda com resistência em investir no mercado de cripto, porque às vezes não sabem como usar as plataformas.”

No ATM da Coin Cloud, a compra de bitcoin pode ser iniciada a partir de R$ 10, e a venda, R$ 50. O máximo que o usuário vai poder comprar será de R$ 5 mil. Se acaso queria investir um valor maior, precisa fazer o KYC.

ATM na mira dos reguladores

No sentido da regulamentação, os ATMs também ganham atenção dos reguladores do mercado cripto.

No Canadá, foi aprovada uma lei que obriga operadoras de ATM a informar ao governo todas as transações acima de 10 mil dólares canadenses. Dessa forma, a medida tenta impedir casos de lavagem de dinheiro através dos ATMs.

E a segurança, como fica?

Outra preocupação que pode surgir diz respeito a segurança dos caixas eletrônicos de bitcoin no Brasil. Conforme dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), houveram 253 assaltos a caixas eletrônicos no país. O número, no entanto, é 28% menor do que o registrado ano passado.

De acordo com Rossa, a Coin Cloud vai priorizar a segurança.

“O projeto levou mais de um ano para ser lançado e a gente colocou todo o nosso foco na segurança dessas máquinas. Implantamos aliás, todos os recursos de segurança que os ATMs comuns do Brasil já possuem.”

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Saori Honorato é jornalista e para o BeInCrypto escreve sobre os principais acontecimentos do universo das criptomoedas.

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