Carteira de Bitcoin lança transferência anônima criticada por autoridades

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EM RESUMO
  • Nova função 'PayJoin' da carteira mistura criptomoedas de quem manda e quem recebe

  • Europol indica que criminosos da dark web usam CoinJoin para esconder suas transações

  • O método novo de transacionar bitcoin é visto com bons olhos por quem procura mais segurança e anonimato

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The Trust Project é um consórcio internacional de veículos de notícias que criam padrões de transparência.

A carteira de bitcoin Blue Wallet anunciou nesta quarta-feira (7) um novo método de transacionar bitcoin que dificulta o rastreamento da operação. Tecnologia é lançada na carteira poucos dias depois da Europol considerar esse método uma ‘grande ameaça’.



Nomeado como “PayJoin” pela Blue Wallet – um novo nome para o termo original CoinJoin -, esse tipo de transferência é quando o remetente e o destinatário se coordenam para construir juntos uma transação de bitcoin.



Mesmo que você seja a parte que esteja recebendo bitcoin, nesse método você empresta parte das suas moedas para misturar com as de quem envia, diminuindo a probabilidade de rastreio da movimentação na blockchain.

A CoinJoin embaralha as criptomoedas de ambas as partes da transação, que ao deixar de ser feita por uma única pessoa, atrapalha a análise de dados da cadeia.

Para a comunidade de criptomoedas, CoinJoin é visto com bons olhos por ser considerado um método mais seguro de transacionar bitcoin. Quem não é muito fan dessa tecnologia são os órgãos fiscalizadores, com a Agência policial da União Europeia (Europol), que nesta segunda-feira (5) divulgou um relatório que considera protocolos de privacidade como CoinJoin uma “grande ameaça”.

Relatório da Europol critica carteiras que oferecem CoinJoin

No relatório ‘Avaliação de Ameaças de Crime Organizado na Internet (IOCTA)’, a Europol cita explicitamente as carteiras de bitcoin Wasabi and Samourai como ameaças por promover o anonimato das transações através do CoinJoin.

 

O que a Europol vê como principal problema é aumento do uso desse método em atividades criminosas na dark web, que torna muito mais difícil para a agência rastrear e punir as infrações, como especifica o trecho do relatório:

“Essas carteiras não necessariamente removem o link entre a origem e destino dos fundos, mas certamente fazem o rastreamento de criptomoedas muito mais desafiador. Alguns administradores de mercados clandestinos estão tentando aplicar essas carteiras aos seus sistemas de pagamento.”

A Europol considera que os criminosos da dark web estão ficando mais sofisticados, escolhendo operar com tecnologias de privacidade como o CoinJoin, e usar hardware wallets para encobrir seus rastros.

Essa alerta da Europol não pareceu desmotivar o lançamento da tecnologia pela Blue Wallet, que foi comemorado pelos usuários da carteira. A Blue Wallet suporta as criptomoedas Bitcoin and Lightning, e sua nova tecnologia “PayJoin” já está disponível na última atualização do projeto.

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Saori Honorato é jornalista e para o BeInCrypto escreve sobre os principais acontecimentos do universo das criptomoedas.

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