“Cemitério de exchanges” tem cinco corretoras de criptomoedas que sumiram do Brasil

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EM RESUMO
  • Site lista todas as exchanges que fecharam no ano por diversos motivos

  • Cinco delas são brasileiras – e uma acusada de operar esquema fraudulento

  • Encerramento de corretoras aumentou 56% em um ano

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Cinco corretoras de criptomoedas brasileiras aparecem no Cemitério de Exchanges criado pela plataforma Cryptowisser. Trata-se de uma lista com todas as empresas que negociam criptoativos e que já não existem mais.



A lista traz 180 exchanges que já não estão no ar. O número representa um aumento de 56% em relação ao ano passado. Segundo a Cryptowisser, rival de sites como CoinMarketCap e Coingecko, a crescente concorrência no setor teria levado ao aumento.

Para que uma nova bolsa centralizada dê certo, ela provavelmente precisará ter alguma forma de vantagem exclusiva que ainda não exista no mercado hoje. Os dias de lançar uma exchange e esperar por um rali [do Bitcoin] acabaram, e já há algum tempo.

Entre as razões listadas para fechamento estão ataque hacker, ordem governamental ou envolvimento em esquemas fraudulentos. Além disso, as corretoras podem também ter fechado voluntariamente devido a, por exemplo, dificuldades nos negócios.



Esse último é o motivo associado ao fechamento das exchanges brasileiras OmniTrade, Rippex e Hadax. Já as corretoras 3XBIT e Ore.bz surgem como tendo simplesmente “desaparecido”.

A 3XBIT, vale lembrar, é acusada de operar um golpe de pirâmide no Brasil e é alvo de ações judiciais desde 2019. Até hoje, a Threexbit Serviços Digitais S/A é arrolada no polo passivo de processos de rescisão de contrato e devolução de dinheiro.

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Ascensão das exchanges descentralizadas

De acordo com a Cryptowisser, outro motor para o fechamento de corretoras é o surgimento das exchanges descentralizadas (DEX). Esse tipo de plataforma apresenta vantagens em relação aos sistemas centralizados, acirrando ainda mais a competição.

Os DEXs geralmente têm servidores espalhados por todo o mundo, tornando-os menos suscetíveis a ataques de hackers, e normalmente também oferecem taxas mais baixas (às vezes zero taxas). Eles são capazes de lidar com mais volume de negociação e geralmente são mais atraentes do que as trocas de criptografia centralizadas.

A lista completa de exchanges fechadas no ano está disponível no site da Cryptowisser.

Isenção de responsabilidade

Todas as informações contidas em nosso site são publicadas de boa fé e apenas para fins de informação geral. Qualquer ação que o leitor tome com base nas informações contidas em nosso site é por sua própria conta e risco.
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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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