China poderá bloquear e reverter transferências de Bitcoin, diz co-fundador da Ripple

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EM RESUMO
  • Co-fundador da Ripple vê China com possibilidade de dominar pagamentos mundiais

  • País poderá controlar Bitcoin e outras criptomoedas por meio de mineradores

  • Segundo ele, chineses poderão até “bloquear e reverter” pagamentos

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China ameaça o Bitcoin e outras criptomoedas a ponto de controlar as finanças mundiais no futuro. Essa é a visão de Chris Larsen, co-fundador da Ripple. Segundo o investidor, o domínio do país asiático sobre a mineração de criptoativos pode ameaçar a independência do setor.



Larsen considera que o cenário de Guerra Fria Tecnológica já se desenha no horizonte. Para ele, a briga em torno do domínio da infraestrutura 5G e de técnicas de inteligência artificial podem ser só um começo.

Em um artigo escrito na semana passada para o The Hill, ele diz que não é difícil imaginar um futuro distópico em que a China tem o poder de controlar o Bitcoin.



Para Larsen, o poderio do país sobre os mineradores poderá significar a capacidade de bloquear ou até reverter uma transação em criptomoeda.

O executivo destaca movimentos estratégicos do governo chinês que estariam levando o mundo por esse caminho. Ele cita, por exemplo, a expansão massiva dos pagamentos digitais, incluindo o Yuan digital.

Na sequência, ele explica os motivos que o levam a se preocupar com o mercado de criptomoedas.

O governo chinês também está financiando uma quantidade imensa de energia para abastecer os mineradores de criptomoedas no país. Pelo menos 65% da mineração de criptomoedas está concentrada na China, o que significa que o governo chinês tem a maioria necessária para exercer o controle sobre esses protocolos e pode bloquear ou reverter transações de maneira eficaz.

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China poderia usar Bitcoin para interferir em compras militares

Larsen leva em conta que as criptomoedas serão amplamente utilizadas no futuro. Dessa maneira, até mesmo governos fariam negócios por meio da blockchain. O problema, segundo ele, seria justamente ter a infraestrutura de validação na China.

Não é difícil imaginar um futuro distópico. Um pagamento de defesa dos EUA a um aliado pode ser bloqueado ou revertido. Os pagamentos de uma empresa norte-americana a um fabricante vietnamita podem ser paralisados.

Além disso, o cenário envolveria problemas em bancos americanos. O co-fundador da Ripple acredita que instituições dos EUA podem ter pagamentos restringidos em caso de conflito com interesses chineses.

Co-fundador da Ripple defende reforma regulatória

Chris Larsen defende que a solução passaria por encorajar negócios de criptomoedas de volta para o país. Ele menciona que as barreiras regulatória dificultam essa mudança. Por esse motivo, portanto, as regras deveriam ser reformadas.

A legislação que impediu as ICOs no país, por exemplo, teria servido seu propósito na época do boom. No entanto, hoje, já seria ultrapassada e deveria ser revista.

Segundo o investidor, trata-se de um passo importante para recuperar uma “batalha da guerra fria tecnológica” que, por ora, a China estaria ganhando.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Sou editor-chefe do BeInCrypto Brazil desde abril de 2021.

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