Cibercrimes e fraudes com bitcoin devem aumentar em 2021, aponta estudo

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EM RESUMO
  • Relatório revela as principais tendências de crimes cibernéticos que chegam em 2021

  • O Covid-19 e a desvalorização das moedas nacionais podem aumentar as fraudes com bitcoin

  • Estudo indica que ameaças que surgiram no Brasil estão se espalhando pelo mundo

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Acontecimentos de 2020 como a pandemia do coronavírus e a desvalorização das moedas nacionais, podem ser um impulsionador de fraudes na internet envolvendo as criptomoedas.



É o que aponta o relatório da empresa de cibersegurança Kaspersky. No documento divulgado nesta segunda-feira (30), a empresa faz uma retrospectiva do ano de 2020 e o que esperar para 2021 na questão de segurança na internet.

As projeções, no entanto, não são muito otimistas. De acordo com os especialistas, o ano que vem pode ser marcado por um aumento de fraude envolvendo as criptomoedas, principalmente do bitcoin, por ser a maior e mais relevante de todas.



Para a Kaspersky, a pandemia do coronavírus potencializa a propagação de crimes na internet. A crise desencadeada pelo Covid-19 causou uma onda massiva de pobreza. Sentida com mais força em países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil.

De acordo com a relatório, isso sinaliza que mais pessoas podem recorrer ao cibercrime. 

“Podemos ver algumas economias quebrando e moedas locais despencando, o que tornaria o roubo de Bitcoins muito mais atraente. Devemos esperar mais fraudes, visando principalmente o BTC, porque essa é a criptomoeda mais popular.”

Uma tendência para 2021 é que os cibercrimes vistos durante esse ano, continuem na mesma frequência, ou até mesmo mais fortes, no ano que vem.

Como por exemplo, os ataques ransomware. O BeInCrypto vem noticiando com frequência os ataques desse tipo que acontecem no Brasil e no mundo, que se tornam mais populares e sofisticados.

Ameaças surgidas no Brasil podem se espalhar

O Brasil ganhou destaque no relatório da empresa, mas não de um jeito positivo.  Conforme o estudo, malwares que roubam credenciais de sistemas bancários online, desenvolvidos por brasileiros, costumava ser algo regional. 

Em 2020, no entanto, os trojans que se originaram no país, se expandiram para outros continentes, como Europa e América do Norte.

O destaque está nas quatro famílias de trojans bancários – Guildma, Javali, Melcoz e Grandoreiro – conhecidos por “Tétrade”. Depois deles, surgiu também as ameaças Amavaldo, Lampion e Bizarro. 

Esse conjunto de trojans são poderosos malware bancários que exploram técnicas de evasão e ocultamento. Conforme o estudo, eles podem se expandir com mais força no ano que vem.

O que esperar em 2021

O estudo indica as principais tendências que podemos esperar para o próximo ano.

A extorsão vai estar em alta. Além do ransomware, ataques DDoS também tem chance de crescimento. Isso será especialmente crítico para as vítimas preferidas dos cibercriminosos, as grandes empresas e instituições públicas, que vão passar por um processo exaustivo de recuperação de dados.

Conforme o relatório, as formas de pagamento das extorsões também ganha novas tendências. Apesar do bitcoin ser o preferido entre os hackers, criptomoedas mais fortes na questão de privacidade podem ser uma alternativa à rastreabilidade do BTC.

Dessa forma, o Monero (XRM) pode ser mais utilizado em 2021 por invasores na hora de extorquir suas vítimas.

Mas nem só de cibercrimes será 2021. A Kaspersky aponta que a tendência é que órgãos fiscalizadores reprimam mais duramente as infrações.

Por enquanto, as iniciativas de combate estão mais fortes nas agências de inteligência dos EUA. De acordo com o relatório, existe a possibilidade de sanções econômicas contra instituições, territórios ou mesmo países que demonstrem falta de determinação para combater o crime cibernético com origem em seu território.

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Saori Honorato é jornalista e para o BeInCrypto escreve sobre os principais acontecimentos do universo das criptomoedas.

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