Clientes da Trader Group Vão Receber Valores Investidos em Bitcoin

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O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) anunciou na última sexta-feira (13) que os valores apreendidos pela Polícia Federal deverão ser usados para ressarcir os clientes da Trader Group.



O Trader Group e seus sócios foram alvos da investigação da Polícia Federal, pela operação Madoff, realizada em maio de 2019. A empresa foi acusada de ser uma pirâmide financeira e aplicar golpes com moedas virtuais.

A Justiça federal já tinha determinado que todas as atividades da empresa fossem suspensas, que seus bens e ativos fossem bloqueados e a remoção de suas páginas na internet.



Trader Group e seus golpes

A Trader Group, empresa com sede no Espirito Santo, funcionava desde 2017 como uma corretora de valores. Eles vendiam investimentos vinculados com bitcoins, semelhante aos famosos fundos de ações. O esquema de fraude com bitcoin prometia lucro de 20% ao mês e movimentava milhões no estado.

Em maio de 2019 a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), comunicou que a empresa e seu sócio, Wesley Binz Oliveira, não estavam habilitados a ofertar publicamente títulos ou Contratos de Investimentos Coletivos.

Também em maio a Polícia Federal, por meio da Operação Madoff, acusou a empresa de operar um esquema de pirâmide financeira que oferecia retornos de até 30% ao mês e teria prejudicado 5 mil investidores e provocado um prejuízo de R$ 20 milhões.

Na operação policial foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão. Foram apreendidos veículos de luxo, valores em contas bancárias, imóveis e cerca de 4 mil bitcoins.

Desde o início de 2019 vários clientes da Trader Group entraram com um processo na justiça pedindo uma tutela de urgência para bloquear os bens e ativos da empresa, grande parte desses pedidos foi deferida, e, alguns até já foram pagos. Porém a maioria dos clientes ainda aguarda a devolução do dinheiro.

A espera acabou

Na última sexta-feira (13), o TRF-2 informou que foram apreendidos cerca de 6 milhões de reais nas contas da Trader Group e seus sócios. Já foram descontados desse montante o crédito preferencial transferido à Justiça do Trabalho e valores devolvidos a alguns investidores que tinham conseguido a tutela de urgência.

Segundo a justiça, somente os 6 milhões de reais serão utilizados, pelo menos até o momento, para pagar os investidores. Os bitcoins permanecerão em custódia da Polícia Federal e cabe a justiça decidir se eles serão leiloados.

Para que os valores sejam recebidos o TRF-2 determinou que seja criada uma lista com a ordem de preferência para os pagamentos, de acordo com as datas das decisões. Após esses pagamentos serem realizados o montante que sobrar deverá continuar bloqueado para que se outro investidor entrar na justiça, ele poderá receber o valor investido.

“Esgotados outrossim tais recursos, novos pleitos de reserva serão indeferidos, e aqueles que porventura não tenham sido atendidos serão objeto de comunicação aos respectivos Juízos, dando ciência da impossibilidade por carência de recursos.”

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Mercadóloga, mestra em estratégia e estudiosa do mercado financeiro. Entusiasta do Bitcoin, começou a escrever sobre criptomoedas em 2017 e nunca mais parou. Atualmente é colaboradora do portal BeInCrypto.

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