Coinbase pode reforçar presença no Brasil após entrada na bolsa, mostram documentos

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EM RESUMO
  • Coinbase divulgou pedido público de listagem de ações na Nasdaq.

  • Em documento submetido à CVM dos EUA, exchange menciona Brasil e fala em expansão.

  • Empresa mira captação

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Coinbase diz que listagem na bolsa pode ajudar a levantar capital para expandir atuação fora dos EUA e cita Brasil.



A Coinbase, maior exchange de criptomoedas dos Estados Unidos, pretende reforçar sua presença em outros países, incluindo o Brasil. A afirmação está no conjunto de documentos submetidos à SEC, órgão americano similar à CVM, no âmbito do pedido de listagem na bolsa.

O pedido de listagem direta na Nasdaq, segundo a Coinbase, irá ajudar a levantar financiamento para expandir as ações da exchange. A empresa menciona que, atualmente, ela já conta com filiais em diversos países, mas suas operações se concentram principalmente nos Estados Unidos.



Atualmente, temos subsidiárias no Reino Unido, Japão, Cingapura, Brasil, Alemanha, Ilhas Cayman, Filipinas e Irlanda, bem como nos Estados Unidos. Planejamos entrar ou aumentar nossa presença em mercados adicionais em todo o mundo.

A corretora de criptomoedas tem uma filial no Brasil, mas sua atuação ainda é tímida. Além de interface em português, a exchange oferece apenas conversão de criptomoedas para residentes no país. Não é possível, por exemplo, fazer depósitos em reais e comprar Bitcoin e outras criptomoedas.

Em documento apresentado à SEC, a Coinbase explica que a listagem deverá ajudar a captar o dinheiro suficiente para incrementar a atuação da corretora em outros países.

Temos um histórico operacional restrito fora dos Estados Unidos, e nossa capacidade de administrar nossos negócios e conduzir nossas operações internacionalmente requerem considerável atenção de gestão e recursos. Além disso, acarreta desafios específicos de apoiar um negócio em rápido crescimento em um ambiente de diversas culturas, idiomas, alfândega, legislação tributária, sistemas jurídicos, sistemas alternativos de disputa e sistemas regulatórios.

Números de 2020

Nos mesmos documentos apresentados às autoridades regulatórias, a Coinbase afirma ter arrecadado receita de US$ 1,27 bilhão em 2020. O montante é mais que o dobro do ano anterior, quando a empresa faturou US$ 483 milhões.

Além disso, a exchange declarou lucro de US$ 585 milhões de receita apenas no quarto trimestre de 2020. A maior parte do faturamento vem de negociações com Bitcoin e Ether, que responderam por cerca de 56% do volume no ano passado.

Coinbase x Binance no Brasil?

A Coinbase, dessa forma, poderá seguir o caminho da Binance. A exchange fundada na China e hoje com sede em Malta também tinha presença discreta no Brasil. No entanto, começou a expandir sua atuação principalmente ao longo de 2020.

Nos últimos meses, a empresa passou a aceitar depósitos em reais e Pix, e liberou compra de criptomoedas com cartão. Por outro lado, a companhia segue proibida de oferecer contratos no mercado de derivativos a brasileiros devido a uma imposição da CVM.

Como consequência, a Binance já registrou o terceiro lugar em termos de volume negociado no país em 2020, atrás apenas de Mercado Bitcoin e NovaDAX.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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