Compra e venda de Bitcoin no Brasil cresce 76% em janeiro e atinge R$ 9,3 bilhões

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EM RESUMO
  • Negociações de Bitcoin no Brasil crescem em janeiro de 2021.

  • Volume em exchanges nacionais é 76% maior do que no ano passado.

  • Movimento refletiu tanto início da correção quanto 'pump Elon Musk'.

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Exchanges nacionais de criptomoedas registram alta em janeiro de 2021 em meio à máxima histórica e início da correção do Bitcoin.



A compra e venda de Bitcoin cresceu fortemente no primeiro mês de 2021. Segundo dados divulgados pelo Cointrader Monitor nesta terça-feira (2), as exchanges brasileiras de criptomoedas movimentaram 49.216,55 BTC em janeiro, valor equivalente a R$ 9,38 bilhões.

O volume em Bitcoin é 76% maior que em janeiro de 2020, quando 27.849 BTC passaram pelas corretoras nacionais. Além disso, a quantidade também supera em 68% a média do ano passado, que ficou em 29.267 BTC mensais.



Os números refletem uma subida de 19,03% no preço do Bitcoin em um mês. No entanto, Jefferson Silva, do Cointrader Monitor, ressalta que esse não parece ter sido o único motor do crescimento.

Outro fator foi a visibilidade que a entrada do capital institucional no mercado cripto trouxe e, por isso, muitas pessoas e empresas ganharam confiança para também comprar Bitcoins. Agora junte tudo isso ao Pix, que embora não esteja amplamente integrado às plataformas, facilitou e muito a vida dos investidores brasileiros na hora de comprar e vender suas criptomoedas.

Dia de queda causou pico de volume nas exchanges em janeiro

O resultado foi puxado por dois dias de pico nas transações. O principal foi no dia 11 de janeiro, que registrou volume de 4.469,60 BTC nas exchanges brasileiras. O comportamento, no entanto, não foi em decorrência da subida de preço. Pelo contrário: teve relação direta com a forte queda na data que marcou o início do possível ciclo de correção de médio prazo.

Já o segundo dia de pico do mês, no dia 29, parece ter tido relação com um movimento de alta. Naquela data houve 3456.175 BTC movimentados em exchanges nacionais puxadas pelo avanço do Bitcoin de volta a US$ 38.000. O motivo foi o apoio do fórum WallStreetBets às criptomoedas e o endosso de Elon Musk ao Bitcoin.

A campeã de volume foi a Mercado Bitcoin, com 11.357 Bitcoins negociados, o equivalente a 23,07% do mercado nacional. Em seguida vêm a NovaDAX, com 9.673 BTC, e a Binance, com 7.024 BTC. BitPreço, com 6.614 BTC e Foxbit, com 3.453 BTC, fecham o top 5 das exchanges nacionais com maior volume em janeiro.

Além dessas, o relatório do Cointrader Monitor levou em conta os volumes de outras 27 corretoras de criptomoedas brasileiras.

Compra e venda de Bitcoin em reais aumentou 75% em 2020, apontam exchanges

O bom resultado de janeiro em termos de volume de Bitcoin movimentado vem na esteira de um ano de crescimento do mercado brasileiro. Uma estimativa do Cointrader Monitor aponta que o valor em reais transacionado em 2020 teria sido 75,7% maior do que em 2019.

De acordo com um relatório publicado na sexta-feira (29), exchanges brasileiras declararam ter movimentado R$ 11,39 bilhões em Bitcoins em 2019. Em 2020, no entanto, o valor declarado saltou para R$ 20,02 bilhões.

Nesse caso, o resultado teria relação direta com o aumento de preço do ativo. Além da valorização em dólares em 2020, o preço no Brasil subiu em ritmo mais acelerado devido à depreciação do real. Dessa maneira, o valor convertido subiu mesmo com redução no volume de Bitcoin transacionado: de 369,3 mil para cerca de 351,2 mil BTC de um ano para o outro.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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