Correção do Bitcoin assusta investidores e deixa incerteza no ar

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EM RESUMO
  • Correção do Bitcoin estremeceu mercado de criptomoedas na última semana.

  • Bug na Coinbase, más notícias do Reino Unido e "mãos de alface" teriam contribuído para queda.

  • Enquanto isso, ex-líderes da Unick estariam envolvidos em novo golpe.

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Bitcoin passou por semana turbulenta com queda de preço e incerteza em meio a bug na Coinbase, “mãos de alface” e notícias negativas.



A correção do Bitcoin foi o assunto que dominou o noticiário do mundo das criptomoedas na última semana. O BTC começou um movimento descendente no domingo passado que, segundo analistas, pode durar mais do que muitos imaginam.

Nesse meio tempo, o BTC chegou a cair de US$ 42.000 para pouco mais de US$ 34.000. Desde então, vive uma gangorra que, se de um lado dá oportunidades para traders, de outro gera medo e desconfiança entre o público iniciante. Veja os destaques da segunda semana de 2021.



Queda pode ser apenas culpa dos “mãos de alface”

A queda do Bitcoin de domingo para segunda surpreendeu quem apostava em uma subida sem freio da criptomoeda. No entanto, para alguns analistas, o movimento pode ter sido causado apenas por quem ainda não é experiente no ramo.

Para Willy Woo, não há sinais de que o dinheiro institucional tenha parado de entrar no ativo. Por outro lado, muita gente que teria comprado BTC recentemente pode ter preferido se livrar do ativo na baixa. Como consequência, Woo acredita que a correção serviria apenas para fazer o Bitcoin mudar de mãos: de fracas para hodlers que miram no longo prazo.

Bug na Coinbase pode ter acelerado queda do Bitcoin

Apesar do papel dos “mãos de alface” a correção do Bitcoin também pode ter sido influenciada por outros fatores externos. Um deles, segundo o mesmo analista Willy Woo, teria sido uma falha na Coinbase. Durante o alto volume de negociações na manhã de segunda-feira (11), a maior exchange dos EUA teria interrompido diversas ordens de compra de BTC, evitando recuperação imediata do preço.

Como consequência, o preço caiu ainda mais e provocou um efeito dominó. Investidores com receio de perder tudo viam a queda e se encorajavam a vender. De outro, traders teriam obtido a uma falsa impressão dos mercados em plataformas de derivativos que usam a Coinbase como referência. A culpa, no fim das contas, pode ter sido de robôs.

Morgan Stanley passa a possuir US$ 300 milhões em Bitcoin

Pouco antes da queda do Bitcoin, o surgiu a notícia de que o Morgan Stanley havia aumentado consideravelmente sua exposição ao Bitcoin. A mudança se deu por meio de um aumento da participação do banco de investimentos na Microstrategy.

A empresa de tecnologia que tem reservas em Bitcoin passou a ter 10,9% de suas ações nas mãos do conglomerado financeiro de Wall Street. O negócio, dessa maneira, faz o Morgan Stanley deter, indiretamente, mais de US$ 300 milhões em Bitcoin.

Elon Musk diz aque aceitaria pagamentos em Bitcoin

Também antes do início da correção, a comunidade cripto entrou em polvorosa após Elon Musk dizer “sim” para o Bitcoin. O CEO da Tesla e da SpaceX disse em um post no Twitter que aceitaria receber pagamentos em Bitcoin. Embora não tenha admitido se possui ou não BTC no seu portfólio, a declaração foi o suficiente para movimentar a rede em torno dessa possibilidade.

Desde então, diversos influenciadores do meio cripto vêm tentando fazê-lo revelar a informação. Vale lembrar que, recentemente, um simples tweet de Musk dizendo “Uma palavra: doge” teria provocado um aumento repentino no preço da Dogecoin.

Investidor recupera chave de carteira e fica R$ 25 milhões mais rico

Enquanto o Bitcoin iniciava sua turbulência, um investidor disse ter recuperado uma chave de uma carteira de BTC perdida. Em uma postagem no Reddit, um homem explicou como ficou sem acesso aos seus bitcoins por 9 anos até recuperar a senha recentemente. A carteira tinha 127 Bitcoins que, na época do relato, valiam o equivalente a R$ 25 milhões. E esse teria sido outro problema: ele vendeu antes da disparada de preço na virada do ano.

Quem tem Litecoin pode, em breve, receber tokens Spark

A Flare Networks, que desenvolveu o token Spark para donos de XRP, anunciou novidades para donos de Litecoin. A empresa já havia prometido que faria o mesmo com outras moedas e já se adianta com a LTC. Dessa forma, em breve, donos de uma das moedas mais antigas do mundo também poderão usar o ativo para obter um token compatível com contratos inteligentes.

HSBC proíbe transferência de exchanges e Reino Unido faz alerta sobre criptomoedas

Além do bug na Coinbase, duas má notícias vindas do Reino Unido podem ter influenciado na queda do Bitcoin. Uma delas foi o anúncio do banco HSBC, que passou a proibir transações entre contas e exchanges. Na prática, clientes não podem mais fazer depósitos a partir de suas contas-correntes, assim como receber depósitos vindos de lucros com cripto.

Além disso, o governo britânico emitiu um alerta sobre prejuízos com Bitcoin e demais criptomoedas. Logo em seguida, o mercado iniciou uma correção.

Ex-líderes da Unick podem estar envolvidos em novo golpe

Ex-líderes da Unick Forex podem estar atraindo vítimas para novo esquema suspeito. Antigos envolvidos no suposto esquema estariam atraindo vítimas para um negócio chamado Money Right, um modelo de negócios de “ajuda mútua”, onde o dinheiro dos novos investidores que entram no sistema, são repassados aos que estão em níveis superiores da cadeia.

A Unick Forex protagonizou um dos maiores casos investigados de pirâmide financeira do Brasil. O suposto esquema afetou milhares de brasileiros e causou prejuízo de mais de R$ 12 bilhões aos investidores.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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