Crimes cibernéticos dão prejuízo de US$ 1 trilhão para economia global em 2020

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EM RESUMO
  • Nova pesquisa da McAfee revela que o prejuízo dos crimes cibernéticos dobrou em 2 anos

  • As perdas estimadas para a economia global pode chegar a US$ 1 trilhão

  • US$ 1,4 bilhão de criptomoedas foram roubadas nos primeiros meses de 2020

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Novo relatório da McAfee estuda os impactos dos crimes cibernéticos, e projeta que o prejuízo à economia mundial chega a US$ 1 trilhão até o final de 2020. O valor representa mais de 1% do PIB global.



O Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) também colaborou na produção do relatório “Os Custos Ocultos do Crime Cibernético”, publicado nesta segunda-feira (7).

O documento analisa os impactos financeiros, muitas vezes invisíveis, do cibercrime. Atualmente, a perda monetária nesse tipo de ataque é de aproximadamente US$ 945 bilhões.



Além disso, o relatório leva em consideração os gastos com segurança cibernética, que já ultrapassam US$ 145 bilhões em 2020. 

Na versão de 2018 do mesmo relatório da McAfee, o cibercrime custou à economia global US$ 600 bilhões.

Dois anos depois, houve um aumento de mais de 50% dos valores roubados e gastos por instituições para remediar esses ataques.

O custo médio do cibercrime entre 2013-2020. Fonte: McAfee

Para chegar nas estatísticas, o estudo quantitativo entrevistou 1.500 tomadores de decisões de TI de instituições de países como EUA, Reino Unido, Alemanha, Japão, entre outros.

De todas as instituições consultadas, apenas 4% afirmaram que não experimentaram nenhum tipo de incidente cibernético em 2019.

Como justificativa para o aumento significativo dos crimes na internet, o relatório da McAfee aponta a sofisticação dos criminosos.

“Infelizmente, os cibercriminosos estão usando técnicas mais eficazes. Mais países e organizações estão relatando crimes cibernéticos. Além disso, os esquemas de ransomware e phishing aumentaram drasticamente.”

Instituições vulneráveis

Os danos de malware e spyware representaram o maior custo para as organizações, seguido de perto por violações de dados.

Apesar desse cenário já conhecido de constante ameaça, mais da metade da organizações entrevistadas disseram não ter planos para prevenir e responder a um incidente cibernético. 

Além disso, das 951 organizações que tinham um plano de resposta, apenas 32% reconheceram que a solução era realmente eficaz.

O preço oculto do cibercrime 

Além das roubo de propriedade intelectual e perdas monetárias, 92% das instituições consultadas afirmam que cibercrime também traz impactos menos palpáveis. Por exemplo, prejudicam a reputação e a confiabilidade da instituição perante o público.

Além disso, o atraso que os ataques impõem às atividades da instituição, aumenta ainda mais os prejuízos. De acordo com o relatório, a inatividade resultou na perda média de US$ 762.231 pelas organizações em 2019. 

A lentidão para identificar o ataque quando ele acontece, aumenta ainda mais o dinheiro perdido. Conforme o estudo, as instituições levam cerca de 19 horas para descobrir uma falha no sistema. 

Roubo de criptomoedas

O roubo de criptomoedas também faz parte do relatório da McAfee. Conforme o estudo, hacker roubaram mais de US$ 4 bilhões de criptomoedas ao longo de 2019.

Enquanto isso, só nos primeiros cinco meses deste ano, cerca de US$ 1,4 bilhão de criptomoedas, como o bitcoin, foram roubadas.

Os ataques costumam ocorrer em exchanges e carteiras onde os usuários guardam suas criptomoedas. Os invasores usam uma combinação de táticas, incluindo phishing e malware para fazer o furto. 

Cryptojacking está ganhando popularidade

De acordo com o relatório, o cryptojacking vem se tornando uma tendência neste último ano.

A prática consiste na instalação no computador da vítima de um malware para a mineração de criptomoedas. Dessa forma, o invasor se aproveita do poder computacional da vítima para faturar com a mineração remota.

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Saori Honorato é jornalista e para o BeInCrypto escreve sobre os principais acontecimentos do universo das criptomoedas.

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