Criptomoedas valorizam até 3.550% em 2020; veja as altcoins de destaque no ano

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EM RESUMO
  • 2020 foi o ano do recorde de preço do Bitcoin, mas altcoins também se destacaram.

  • Boom DeFi ajudou a criar alguns projetos mais lucrativos do ano.

  • Os retornos em altcoins chegaram a incríveis 3.550%

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Ano marcado pelo novo recorde do Bitcoin também teve valorização exponencial de diversas altcoins; veja as que mais subiram de preço em 2020.



O ano de 2020 foi recheado de boas surpresas no mundo das criptomoedas. Mas, não foi apenas o Bitcoin que surpreendeu. Um novo boom de altcoins deu surgimento a novos projetos que rapidamente ganharam a atenção da comunidade e, consequentemente, explodiram de preço.

Alguns deles são velhos conhecidos que cresceram na esteira da valorização do mercado como um todo. Já outros sequer existiam antes de 2020, e ganharam notoriedade especialmente após o fenômeno das finanças descentralizadas (DeFi). Mesmo após o crash no final de outubro, diversos tokens vieram para ficar.



Veja, as oito criptomoedas que mais valorizaram em 2020 entre as que são identificadas como projetos de longo prazo, com pelo menos US$ 500 milhões de valor de mercado.

8. Ethereum (ETH)

O ano de 2020 pode não ter sido o palco para o grande salto que se espera para a ETH, mas esteve longe de ser ruim. O fim da década ficará marcado pelo lançamento da esperada rede de segunda geração ETH 2.0 que, embora tenha tido seus percalços, já começa a angariar altos valores bloqueados para staking.

Poucos lembram mas a principal altcoin do mundo iniciou o ano negociada a apenas US$ 129. A criptomoeda passou por um rali até a região dos US$ 260 em fevereiro antes do grande crash de março. No entanto, se recuperou fortemente desde julho, quando o mercado de criptomoedas ressurgiu das cinzas. Neste domingo (27), a moeda é negociada por pouco menos de US$ 650, resultando em uma valorização de mais de 400% no ano.

A Chainlink surgiu anos atrás, mas foi em 2020 que realmente explodiu. A tecnologia de oráculos ganhou impulso na esteira do fenômeno DeFi e o token LINK ficou conhecido como “Rei DeFi” por liderar esse segmento em valor de mercado. O ativo ainda tem a maior capitalização, com US$ 4,3 bilhões, mas sendo seguido de perto pelo Wrapped Bitcoin (WBTC), que já soma US$ 3,1 bilhões.

A LINK já viu dias melhores quando chegou ao recorde de pouco menos de US$ 20. No entanto, negociada a cerca de US$ 11 atualmente, a altcoin ainda representa um ganho representativo se comparado aos US$ 1,90 de janeiro de 2020, uma valorização de 488%.

6. Synthetix (SNX)

Outro ativo do mundo DeFi, a SNX foi outro destaque do ano que explodiu em meio ao frenesi das finanças descentralizadas. O projeto pretende resolver o problema da centralização de fundos com um mecanismo de incentivo para donos de SNX. Para isso, utiliza um sistema de emissão e queima de tokens que mantém a circulação do ativo atrelada unicamente à dinâmica de oferta e demanda – ou seja, sem perigo de ser controlado por uma única entidade, incluindo os próprios criadores.

O token SNX iniciou o ano negociado por US$ 1,24 e explodiu em agosto, passando de US$ 7. O ativo perdeu valor depois do crash do mercado DeFi em outubro, mas, ao contrário da LINK, se recuperou com força. Em dezembro, o token ultrapassou o antigo recorde e hoje tem preço de pouco menos de US$ 8. Ao longo do ano, acumula valorização de 527%.

5. NEM (XEM)

Criptomoeda número 17 do ranking global, a NEM (XEM) oferece uma tecnologia que permite transferir a posse de qualquer ativo via blockchain. A solução é comercializada a empresas, como bancos, para intermediar transações de maneira confiável. No entanto, é o mecanismo de consenso e uma nova rede pública que atrai investidores e impulsiona o preço do token XEM, que saltou mais de 630% em 2020, de US$ 0,03 para US$ 0,23. O valor, no entanto, ainda está longe da máxima de US$ 1,87 vista em janeiro de 2018.

Sua rede usa um protocolo chamado de Proof-of-Importance (POI, “prova de importância”), que é uma espécie de Proof-of-Stake (POS, “prova de participação”) turbinada. Para ter direito a receber XEM como recompensa, o usuário deve manter uma certa quantidade do token na carteira. Além disso, é preciso comprovar atividade na rede. Um nó recebe mais recompensa quanto mais tokens tiver e mais transações de entrada e saída puder mostrar no histórico.

4. Theta Network (THETA)

A Theta Network (THETA) é outra criptomoeda que viu sua máxima há três anos, mas que voltou com força em 2020. O ativo representa a recompensa da plataforma Theta de streaming, que pretende resolver o problema de custos e desempenho na transmissão de vídeos pela internet. A mineração se dá por um mecanismo de Proof-of-Engagement (POE, “prova de engajamento”), que envolve a participação do minerador na distribuição de conteúdo.

A plataforma explodiu após acordos com a indústria de games para a exibição de conteúdo de jogos e chegou inclusive a lançar NFTs como colecionáveis para gamers. Como consequência, a valorização da altcoin é exponencial. Após abrir o ano por US$ 0,93, o token THETA já surge por mais de US$ 1,50, valorização de incríveis 1.582% em 2020.

3. Zilliqa (ZIL)

A Zilliqa (ZIL) é uma blockchain que busca resolver o problema da capacidade de processamento de operações. Por meio de um sistema chamado de Sharding, a tecnologia subdivide transações de um mesmo bloco para vários validadores, aumentando a capacidade da rede e reduzindo taxas de transação. O recurso se parece com o que se planeja para a ETH 2.0.

A altcoin teve sua máxima em maio de 2018, mas disparou novamente em 2020. Um dos motivos está relacionada a uma nova atualização da rede que aumenta a participação da comunidade na verificação de transações. Além disso, o projeto introduziu staking. A volta do buzz em torno do DeFi também afeta o preço da moeda, que subiu fortemente em dezembro. De US$ 0,022, a ZIL já vale US$ 0,091. No ano, o crescimento já chega próximo de 1.800%.

2. yearn.finance (YFI)

A yearn.finance foi certamente um dos principais assuntos de 2020. Sua tecnologia DeFi atraiu bilhões de dólares e criou toda uma nova categoria de investimentos representada pelos Vaults. O token YFI explodiu junto com o boom DeFi e se tornou, em pouco tempo, a criptomoeda mais valiosa do mundo, ultrapassando inclusive o Bitcoin.

Em setembro, a altcoin chegou a valer US$ 43.000, enquanto o Bitcoin era negociado a menos de US$ 10.500. Por outro lado, a YFI foi a altcoin que mais sangrou durante o crash do DeFi, chegando a valer cerca de US$ 8.500 em novembro. No entanto, o preço do ativo voltou a subir no final do ano e já passa de US$ 22.000. Dessa maneira, mesmo com uma queda tão brusca, sua valorização ainda é de impressionantes 2.600% em 2020.

1. Celsius Network (CEL)

A Celsius Network (CEL) existe há mais de dois anos, mas foi em 2020 que ela de fato explodiu. O projeto oferece uma plataforma de empréstimos em dólares usando criptomoedas como garantia. Segundo os criadores, objetivo é oferecer uma solução para quem precisa de dinheiro sem obrigar que o tomador precise vender seus criptoativos.

A rede Celsius cresce rapidamente em 2020 e ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão de ativos bloqueados em maio. Em novembro, o valor já havia sido duplicado para US$ 2 bilhões. O sucesso veio na esteira da valorização do token CEL, que disparou a partir de setembro. Após iniciar o ano a apenas US$ 0,13, a altcoin atingiu US$ 1,23 em outubro, passou de US$ 2,50 em novembro e já ultrapassa os US$ 4 no fim do ano. A valorização em 2020 é a maior entre as altcoins mais importantes do mundo, de mais de 3.550%.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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