Da loucura a genialidade: A história do Bitcoin no Brasil

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Centenas de bilhões de dólares negociados todos os dias, instituições famosas investindo e milhões de consumidores,quem vê o mercado de bitcoin hoje pode achar que sempre foi assim. Mas a verdade é bem diferente, o mercado de bitcoin teve 4 fases claras.



1° fase: O Bitcoiner raiz

Quando entrei no mercado de bitcoin era “tudo mato”. Em 2013 tínhamos uma comunidade brasileira com no máximo 3 mil pessoas discutindo sobre uma nova moeda digital, falando coisas de nerd como: evolução do protocolo, novos sistemas de consenso e melhorias no código da criptomoeda. Era tudo muito pequeno.

Nesta época o bitcoin era tratado como “coisa de criminoso” pela mídia, uma moeda completamente privada, anônima e usada nas profundezas da internet. A mídia e os piramideiros ajudavam a espalhar essa má-fama totalmente infundada.



Por isso o Guto resolveu ajudar na criação do conteúdo e educação do mercado. Traduzimos textos, livros, filmes no Youtube e tudo que pudesse ajudar na disseminação de informações certas sobre o bitcoin.

Mas todo esse esforço era completamente em vão, pois os piramideiros – aqueles caras que prometem retornos impossíveis – estavam destruindo a reputação do Bitcoin . Começamos então a atacá-los nas redes sociais. Chegamos a receber ligações com ameaças de morte, só porque postamos alguns memes.

Foi uma fase difícil, mas a comunidade brasileira era muito boa e as discussões eram de alto nível.

2° fase: Os bitcoiners “gênios”

Até 2016 éramos vistos como loucos ou criminosos. Isso até o final do ano de 2017, naquele ano tivemos uma fratura na comunidade, muitas pessoas acharam que o bitcoin poderia morrer após o fork do Bitcoin Cash.

Mas foi justamente o contrário do que a maioria dos analistas tradicionais imaginavam. A natureza antifrágil do Bitcoin fez com que ele surgisse mais forte do fork, com uma narrativa mais aguda de ouro digital e isso foi muito importante.

Algumas coisas se beneficiam de choques; eles prosperam e crescem quando expostos à volatilidade, aleatoriedade, desordem e estressores e aventura amorosa, risco e incerteza. No entanto, apesar da onipresença do fenômeno, não há palavra para o exato oposto de frágil. Vamos chamá-lo de anti frágeis. A antifragilidade está além da resiliência ou robustez. O resistente resiste a choques e permanece o mesmo; o antifrágil fica melhor – Nassim Taleb, Antifrágil.

No final de 2017 o preço do Bitcoin disparou e chegou a US$17 mil impulsionado pelo varejo. Eram milhares e milhares de depósitos diários, pessoas vendendo o Corolla , a casa e pegando empréstimos para comprar bitcoin.

3° fase: Os bitcoiners bolhados

Entretanto, o hype não durou muito. Em 2018 o preço desabou e entramos em um dos maiores bear markets da história. Foi um ano pesado para a Foxbit, perdemos o Guto Schiavon, o bitcoin era tratado como bolha especulativa.

Diversas pirâmides se aproveitaram do momento de fragilidade do mercado para prometer lucros impossíveis, vender bots falsos e criar ainda mais dificuldades para a comunidade.

Enquanto isso acontecia, aquela base lá de 2013 ainda continuava construindo. Viamos no Twitter a #keepBuilding e nós continuamos. Foi o ano do lançamento da Lighting Network, da side chain Liquid com o L-BTC, por aqui nós lançamos o Cointimes, testamos o Foxbit Educação, melhoramos nossa OTC e tecnologia.

O mercado começou a se profissionalizar por quase 2 anos de preço mais ou menos lateralizado. Todo o mercado estava se preparando par ao halving que aconteceria em 2020.

4° fase: O bitcoiner profissional

2020 chegou e com ele veio o Covid19, lockdowns e uma queda histórica do bitcoin em março. Mais uma vez os especialistas declararam a morte do bitcoin, aquela narrativa de ouro digital “estava morta”.

Eu aproveitei para dobrar a aposta no Bitcoin. Lembra da ideia de antifrágil? O caos nos mercados financeiros, a impressão descontrolada do dinheiro pelos bancos centrais, o aumento descontrolado da dívida pública, tudo isso contribuiu para que o bitcoin fosse o primeiro ativo a sair da crise.

As duas últimas grandes crises do bitcoin ajudaram nesse momento. O fork trouxe uma narrativa que está funcionando e o bear market melhorou a infraestrutura do mercado.

Fundos, instituições, milionários de todas as áreas começaram a ver o bitcoin como ouro digital. Estamos partindo para o próximo nível e cada vez mais preparados. Só em 2020, a Foxbit Invest (primeira mesa de operações de bitcoin no país) negociou mais de R$400 milhões.
Onde o bitcoin vai chegar?

Espero que o preço suba, todos esperamos. Mas se ele não subir e outra crise chegar será uma ótima oportunidade para comprar ainda mais bitcoins e se aproveitar da antifragilidade dele, pelo menos essa é minha estratégia. Qual a sua?

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29 anos, apaixonado por Bitcoin e pai da Julia, João Canhada, mais conhecido por Canhada, é o CEO da Foxbit, uma das maiores exchanges de criptomoedas do Brasil. Escreve como colunista para o BeInCrypto.

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