De US$ 7.000 para US$ 29.000: relembre a trajetória do bitcoin em 2020

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EM RESUMO
  • O bitcoin valorizou mais de 300% em 2020, em um ano repleto de desafios para o mercado financeiro.

  • A entrada de investidores institucionais no mercado das criptomoedas levou o preço do bitcoin às alturas.

  • Relembre agora a trajetória do bitcoin em 2020 e como o seu preço decolou de US$ 7.000 para US$ 29.000.

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Este ano está sendo considerado por muitos como o melhor ano da história bitcoin. Finalmente a maior criptomoeda do mundo superou os recordes do bull run 2017 com maestria, fechando 2020 com chave de ouro.



A trajetória do BTC até aqui não foi calma. No meio de coronavírus, ataques hackers e regulamentações mundo afora, o bitcoin demonstrou estar maduro o suficiente para superar qualquer desafio.

Hoje, 31 de dezembro, o bitcoin se despede de 2020 com um novo recorde ao alcançar US$ 29.244, o maior preço da sua história — por enquanto.



A alta do bitcoin, no entanto, não aconteceu de um dia para outro e reflete um movimento de mercado visto durante todo o decorrer de 2020: a entrada de investidores institucionais

Somado a isso, o bitcoin ganhou o público e sua adoção disparou mundo afora. Só esse ano, duplicou o número de pessoas com BTC na carteira, já são 1,1 milhão de endereços ativos.

Fundos de investimentos passaram a comprar todo o bitcoin que viam pela frente, enquanto investidores de Wall Street se tornaram enormes baleias de bitcoin.

Neste ano, o BTC também viu sua capitalização de mercado crescer 236% ao atingir US$ 537 bilhões, deixando até o JPMorgan, um dos maiores bancos do mundo, para trás.

Quanto mais cresce a demanda pela criptomoeda, mais escassa ela se torna. Em maio aconteceu o halving do bitcoin, evento que a cada 4 anos, corta pela metade a quantidade de bitcoin emitido.

Vamos agora relembrar os eventos mais importantes que aconteceram no mercado do bitcoin em 2020. Os números apresentados aqui foram divulgados pela empresa de dados Coin Metrics.

Pandemia do Coronavírus

Em 1º de janeiro de 2020, o bitcoin valia cerca de US$ 7.240. O preço vinha em uma lenta recuperação das quedas registradas no final de 2019.

Até que chegou o dia 12 de março e tudo mudou. O Covid-19 fez todos os mercados entrarem em colapso e consequentemente, com as criptomoedas não foi diferente.

Naquelas 24 horas, o bitcoin despencou de US$ 7.703 para US$ 4.574 e todo o mercado cripto registrou quedas de mais de 30%.

Quedas de março de 2020 | Fonte: Coin Metrics

Naquele momento, o bitcoin reagia de forma mais parecida com o mercado tradicional do que nunca. Em março, a correlação entre o bitcoin e o índice S&P 500 atingiu níveis históricos.

A recuperação do bitcoin

No segundo semestre de 2020, bancos centrais do mundo inteiro começaram a imprimir dinheiro desenfreadamente. Os Estados Unidos, líder da economia mundial, imprimiu mais dólares em 2020 do quer nos últimos 200 anos da história do país.

Muito dinheiro no mercado causa inflação, e a inflação faz com que investidores busquem ativos de proteção para preservar seu patrimônio. Dessa forma, o bitcoin entra na jogada e passa ser visto como um ativo tão bom — se não superior — quanto o ouro para se proteger da inflação.

Foi isso que motivou o bilionário Paul Tudor Jones, gerente de fundos hedge, a transferir mais de 1% dos seus ativos para bitcoin. Em seguida, muitos outros seguiram o exemplo.

Para melhorar ainda mais o jogo do bitcoin, o seu halving chegou no momento perfeito. A redução pela metade da quantidade de bitcoin emitido no mercado, geralmente resulta nos meses seguintes em altas significativas, como foi visto no halving de 2012 e 2016, e de novo agora em 2020.

Taxa de inflação anual do bitcoin | Fonte: Coin Metrics

A alta definitiva

Nesse cenário propício construído pelo bitcoin, os investidores institucionais chegaram com força. A empresa MicroStrategy se tornou uma das maiores compradoras de bitcoin do ano, com mais de US$ 1 bilhão de BTC adquiridos em 2020. 

Dessa forma, o investimento de Michael Saylor inspirou a Square, empresa do CEO do Twitter, Jake Dorsey, a entrar na onda e comprar US$ 50 milhões de bitcoin

Em seguida, foi anunciada a inclusão do bitcoin no PayPal. A aceitação da criptomoeda em uma plataforma que possui milhões de usuários no mundo inteiro, foi sem dúvidas uma virada de jogo para o mercado cripto neste ano.

Ao mesmo tempo, os fundos de investimentos de bitcoin decolaram, principalmente o Bitcoin Trust da Grayscale. Comprando BTC sem parar, o fundo possuía até 24 de dezembro, um total de US$ 16,4 bilhões de criptomoedas sob gestão, sendo que quase 90% é só bitcoin.

Com investidores comprando bitcoin todos os dias, o seu preço começou a crescer de maneira impressionante. No Brasil, o bitcoin alcançou a marca histórica de R$ 100.000 no dia 23 de novembro. Em 16 de dezembro, a felicidade foi global quando bitcoin quebrou seu recorde de 2017 e finalmente ultrapassou os 20.000 dólares

Nas últimas horas de restam de 2020, a comunidade cripto está de olho no preço do bitcoin que pode, a qualquer momento, romper os US$ 30.000.

Dessa forma, o bitcoin valorizou mais de 300% em 2020, um ano repleto de desafios para o mercado financeiro. A consolidação do bitcoin, no entanto, demonstra que a criptomoeda está preparada para enfrentar de frente tudo que o futuro reservar e ter um 2021 tão bom, se não melhor, do que foi 2020. 

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Saori Honorato é jornalista e para o BeInCrypto escreve sobre os principais acontecimentos do universo das criptomoedas.

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