Protocolos aproximam Bitcoin de DeFi; conheça o BitFi

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EM RESUMO
  • Por que é um equívoco pensar que Bitcoin e contratos inteligentes não combinam?

  • Como portadores podem emprestar ou trocar ativos em protocolos descentralizados sem converter seu BTC em tBTC ou wBTC e colocá-lo no Ethereum?

  • Quais projetos já existem em Bitcoin DeFi? E o que o CEO do Twitter, Jack Dorsey, tem a ver com isso?

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O protocolo do Bitcoin não permite contratos inteligentes?

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O Stacks, uma camada de contrato inteligente sobre a blockchain do Bitcoin, adiciona ferramentas de contrato inteligentes completas à rede da critomoeda. Com ela, é possível trocar Bitcoin por NFTs ou por novos tipos de ativos.

Durante um painel no palco do Mainnet entre o fundador do Stacks, Muneeb Ali, James Prestwich da Celo e Kia Mosayeri do BitGo, Prestwich que declarou:

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“Como você não pode trazer contratos inteligentes para a camada de base do Bitcoin, você é forçado a trazer seu Bitcoin para onde quer que os contratos inteligentes [estejam]”.

Em seguida, Muneeb Ali alertou que “é um equívoco pensar que contratos inteligentes e Bitcoin não podem se misturar”.

Tanto Ali como Prestwich estão certos. Este artigo quer explicar por quê.

O que é preciso para um verdadeiro Bitcoin DeFi?

O próprio Muneeb Ali não classifica o Stack – que traz os contratos inteligentes – como uma tecnologia de camada 1 (“layer 1”) como o Bitcoin porque ele depende da primeira. E também não o considera um protocolo de camada 2 (“layer 2”) como o Lightning.

É por isso que ele chama o Stacks de camada 1.5.

Essa tecnologia gera seu próprio conjunto de projetos DeFi, que permite aos portadores de Bitcoin emprestar e trocar ativos em protocolos descentralizados sem precisar antes converter o BTC em tBTC ou wBTC e colocá-lo na rede Ethereum.

Isso é atraente para quem enxerga o Bitcoin, a maior criptomoeda por capitalização de mercado, como uma reserva de valor superior.

Para que haja um verdadeiro Bitcoin DeFi, é necessário que o usuário realmente esteja interagindo com o Bitcoin na rede do Bitcoin. E é isto que o Stacks permite.

Como podem emprestar ou trocar ativos em DeFi sem colocar BTC na rede Ethereum?

Apesar de o Bitcoin, quando surgiu, ser uma blockchain de propósito único com um único contrato inteligente, hoje já é possível haver DeFi em Bitcoin.

DeFi para Bitcoin, ou, como preferem alguns, BitFi, saltou para o centro das atenções quando o Protocolo Injective anunciou  sua integração ao Stacks 2.0 para dar aos usuários acesso a novos ‘derivativos’ baseados em Bitcoin.

O Stacks 2.0 é um blockchain que usa o blockchain do Bitcoin como uma camada base.

O sistema “prova de transferência” (“proof-of-transfer”) permite o consenso entre os dois blockchains – Bitcoin e Stacks – criando uma conexão nativa que permite inovar no Bitcoin sem precisar modificá-lo.

Junto com o Stacks 2.0, também surge uma nova linguagem de programação chamada Clarity, que oferece aos desenvolvedores uma forma segura de construir contratos inteligentes complexos, onde o próprio código mostra claramente o que o programa fará quando executado (o nome “Clarity”, em português, significa “clareza”).

Para quem quiser saber mais sobre essa nova linguagem de programação, vale a pena acessar o portal do Clarity Universe, composto do Clarity Camp. voltado para educação, o Clarity Starters, que traz modelos de contratos inteligentes já auditados e prontos para usar, e do Clarity Talent, um mercado de empregos e talentos.

Ao integrar o Stacks, o Protocolo Injective permite que os usuários criem “perpetual contracts”, “expiry futures” e mercados futuros de vencimento para derivativos exclusivos do Bitcoin que, na verdade, estão vinculados à própria rede Bitcoin.

Através do ecossistema do Injective, os traders podem participar livremente em novas formas de criação de mercado, como contratos futuros e perpétuos em redes distintas.

Quais projetos já existem em BitFi?

Já há empresas trabalhando em Bitcoin DeFi. Uma delas é o Alex, o primeiro protocolo de código aberto DeFi construído sobre a blockchain do Stacks e modelado nos mercados financeiros mundiais.

No protocolo Alex, é possível:

  • Lançar tokens;
  • Comercializar tokens;
  • Emprestar BTC, USDC, e quaisquer tokens nativos Stacks ou ALEX para ganhar juros fixos ou variáveis;
  • Emprestar sem risco de liquidação;
  • Obter rendimento passivo através de Yield Farming.

Já o Arkadiko é um protocolo descentralizado e não-custodiante de liquidez em que os usuários podem colateralizar seus ativos e cunhar sua stablecoin, chamada USDA. Isto permite aos depositantes ganhar maior liquidez sob a forma de uma stablecoin lastreada em dólar americano de velocidade suave, enquanto mantêm a exposição original do ativo.

Utilizando o Yield from PoX (Proof-of-Transfer), um cofre de cunhagem STX para cunhar USDA, viabilizando um empréstimo de auto-pagamento. Similar ao Maker_DAO, o Arkadiko aumenta a eficiência do capital do ativo STX ao permitir a sua utilização numa posição de dívida colateralizada.

Estas não são as únicas empresas que já operam com BitFi.

Possibilidades para o BitFi

Com o Stacks, o Protocolo Injective permite o lançamento de derivativos com base no token Stacks (STX) ao lado de ativos nativos construídos no blockchain do Stacks, criando uma ponte que permite a criação de mercado e negociação para STX, bem como outros tokens baseados na Rede Bitcoin.

Mas não só o Stacks está mirando o Bitcoin DeFi. Há pouco tempo, o CEO do Twitter e da Square, Jack Dorsey, anunciou em sua conta na plataforma que, em breve, deve ingressar no BitFi, seguindo a mesma linha do Stacks.

“A Square está criando um novo negócio (juntando-se à Seller, Cash App, & Tidal) centrado na construção de uma plataforma aberta de desenvolvimento com o único objectivo de facilitar a criação de serviços financeiros não-custódiantes, não permissionados, e descentralizados. O nosso foco principal é o #Bitcoin. O seu nome ainda não foi definido”.

O futuro do DeFi é aberto e colaborativo, com possibilidades ainda inimagináveis. E, neste contexto, é um equívoco pensar que contratos inteligentes não combinan com Bitcoin, atualmente o mais antigo, descentralizado e seguro blockchain existente.

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Tatiana Revoredo é membro fundadora da Oxford Blockchain Foundation e estrategista em blockchain pela Saïd Business School da Universidade de Oxford. Ela é também especialista em blockchain aplicada a negócios pelo MIT e mitigação de risco cibernético pela Harvard University, além de CSO da theglobalstg.com. Tatiana foi convidada pelo Parlamento Europeu para participar da Conferência Internacional de Blockchain, e pelo Congresso Brasileiro para a Audiência Pública do PL 2303/2015. É também autora de três livros: "Blockchain: Tudo O Que Você Precisa Saber", "Cryptocurrencies in the International Scenario: What Is the Position of Central Banks, Governments and Authorities About Cryptocurrencies?" e "Bitcoin, CBDC, Stablecoins, and DeFi".

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