Dois Homens São Presos Após Roubarem R$ 2,1 Milhões em Criptomoedas

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EM RESUMO
  • Dupla clonava chips de celular e até pedia Bitcoin para contatos e familiares das vítimas.

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Dois homens foram presos após roubarem mais de R$ 2,1 milhões em criptomoedas. O crime aconteceu depois que os acusados acessaram dados de usuários através do golpe do celular clonado. Além disso, a dupla também roubava criptomoedas mediante acesso ao e-mail das vítimas.



O roubo de criptomoedas como o Bitcoin é um dos maiores medos para os investidores do mercado. Em questão de segundos tudo que foi investido pode simplesmente desaparecer.

Em alguns casos o acesso indevido às criptomoedas acontece até mesmo com todos os aparatos de segurança disponíveis, como o fator de autenticação 2FA.



Dupla presa roubou criptomoedas de carteiras digitais

Em apenas sete meses a dupla roubou mais de R$ 2,1 em criptomoedas acessando carteiras digitais das pessoas. O acesso era permitido graças ao golpe do celular clonado

Geralmente os criminosos se passavam pelos usuários atingidos pelo golpe. Com apenas uma ligação para a operadora os presos clonavam o chip das pessoas envolvidas no ataque. Com o chip clonado a dupla poderia facilmente procurar por criptomoedas como o Bitcoin ao acessarem informações sobre o usuário.

Os criminosos foram presos pela polícia na última quinta-feira (14). Segundo as autoridades, a dupla foi detida em Massachusetts, nos Estados Unidos. Onze acusações contra os estelionatários revelam que pelo menos US$ 550 mil foram roubados em dez invasões relatadas para as autoridades.

A investigação mostra ainda que o golpe aconteceu por apenas sete meses. Os acusados atuaram entre os meses de novembro de 2017 até maio de 2018 invadindo carteiras digitais depois de clonarem chips telefônicos das vítimas.

Criminosos pediam Bitcoin para contatos das vítimas

Além de procurarem por criptomoedas em nome das pessoas atacadas pelo golpe, os criminosos pediam moedas digitais para a lista de contatos encontrados na invasão.

Depois de acessar as informações dos usuários, os dois homens presos mandavam mensagens para as pessoas que estavam na lista de contatos das pessoas atingidas pelo golpe pedindo criptomoedas.

Em um dos casos, os falsários conseguiram mais de R$ 420 mil em criptomoedas apenas pedindo contatos da lista das vítimas. O valor foi enviado para os criminosos depois da invasão de contas do Facebook e Gmail do usuário clonado, neste caso.

Outro relato sobre a invasão mostra que a dupla conseguiu mais de R$ 42 mil que foram enviados também em criptomoedas como o Bitcoin. Nesse caso, os acusados conseguiram acesso do Twitter, Facebook e Linkedin da vítima, pedindo US$ 10 mil em criptomoeda para familiares do homem clonado.

Bandidos tinham acesso a dados sobre criptomoedas

Através do chip telefônico clonado, os bandidos tinham acesso a dados importantes sobre o armazenamento de criptomoedas. Em um dos ataques até o sistema de verificação 2FA foi acessado depois que o chip foi clonado.

Sendo assim, até mesmo aparatos de segurança são vulneráveis neste tipo de golpe. Com a detenção de Eric Meiggs, de 21 anos, e Declan Harrington, de 20 anos, os acusados devem responder por vários crimes na justiça norte-americana, delitos como:

  • Roubo de identidade (agravado)
  • Fraude e abuso informático
  • Conspiração
  • Fraude eletrônica

Além de criptomoedas, os dois homens que foram presos são acusados de roubarem também endereços de contas nas redes sociais considerados cobiçados por hackers. Esses endereços são conhecidos como OG “original gangster” e possuem um valor de mercado inestimável.

E um caso semelhante ao golpe do chip dos homens que foram presos, um investidor declarou recentemente ter perdido 1.500 unidades de Bitcoin (BTC) após ter o chip clonado. Outro usuário relatou também, em invasão parecida, que perdeu R$ 3,4 milhões em Bitcoin com o mesmo tipo de golpe.

Você conhece alguém que perdeu criptomoedas ao ter o celular clonado? Comente sobre a notícia e compartilhe no Facebook.

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Jornalista apaixonado pelo universo das criptomoedas e seu enorme impacto na sociedade. Conheceu o Bitcoin em 2013 sem saber que a criptomoeda tomaria conta de sua vida anos mais tarde. Já trabalhou em outros portais de notícias sobre criptomoedas, sendo que atualmente é um dos colaboradores do BeInCrypto.

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