Economia Brasileira Cairá o Dobro da Média Global

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EM RESUMO
  • Economia brasileira sofrerá mais do que a média dos outros países

  • Estudo do FMI indica uma queda de 5,3%, pior resultado desde que o dado está disponível

  • EUA e União Européia sofrerão quedas mais drásticas devido à paralisação de atividades de maior valor agregado

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A economia global se prepara para o seu pior resultado desde o crash de 1929 devido ao novo coronavírus (COVID-19). No Brasil, a situação é ainda pior: a queda será de 5,3%, quase o dobro da média global de 3,0%. Economias desenvolvidas sentirão o golpe.



O Fundo Monetário Internacional (FMI) está chamando a crise causada pelo novo coronavírus de “the Great Lockdown”. 

Não é para menos: a paralisação simultânea das atividades econômicas no mundo está causando uma das maiores crises da história. Embora a crise esteja afetando quase todos os países do globo, a notícia é ainda pior para os países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil.



Mudança de Cenário

Há apenas três meses, o FMI esperava um crescimento do PIB per capita para mais de 160 países. Porém, o posicionamento foi revisado em abril de 2020, e a previsão atual é de queda do PIB de mais de 170 países.

Agora, o FMI acredita que o PIB global encolherá 3,0% em 2020.

O cenário é catastrófico: a queda da economia global será a pior desde 1929, quando ocorreu o crash da Bolsa de Valores de Nova Iorque.

Quando comparado à crise do mercado imobiliário americano de 2008/09, o Lockdown assusta: na época, o PIB Global caiu “apenas” 0,1%. Se a previsão do FMI se confirmar, significa que a crise atual é 30 vezes maior do que a anterior.

Mas o que explica a queda tão acentuada da economia?

Entendendo o tamanho da crise

O Grande Lockdown é diferente de todas as outras grandes crises pelas quais o mundo passou. Há muito tempo uma doença não assolava o planeta na atual proporção.

Numa crise econômica “tradicional”, algum fator causa a derrubada do valor das ações e do volume de comércio, com aumento do desemprego. Porém, diversos setores da economia continuam em funcionamento.

Contudo, o fato de que essa é uma crise econômica causada por uma doença muda o panorama.

Devido à quarentena, a população está impedida de trabalhar, comercializar e realizar atividades que geram valor ao PIB nacional.

Além disso, não se sabe quando a pandemia vai acabar.

A incerteza é um dos maiores temores que podem acometer os investidores: com as possibilidades de retorno financeiro diminuídas, eles preferem colocar o dinheiro em ativos tradicionais, como o ouro.

De forma simplificada, a crise pode ser entendida da seguinte forma:

  • A distância social diminui as atividades econômicas, a produção industrial e o comércio
  • Sem atividade econômica, ocorrem demissões em massa
  • As pessoas se endividam ao mesmo passo que o crédito fica escasso no mercado
  • O ciclo continua, com cada vez menos atividade econômica e com mais desempregados

E o Brasil?

Por se tratar de uma economia em desenvolvimento, o Brasil e os demais países pobres sofrem mais nos momentos de crise generalizada.

O principal motivo é de natureza estrutural, por conta desses países contarem com menos hospitais e com uma população mais vulnerável.

Por conta das incertezas, a tendência é a de fuga de capital para os países mais desenvolvidos e que possuem uma estrutura econômica mais adequada para lidar com o momento caótico.

No caso, os EUA já caminhavam num movimento de redução da taxa de juros.

O Relatório Perspectiva Econômica Global prevê uma redução do PIB global em 3,0%, enquanto o Brasil caíra 5,3%. Para efeito de comparação, a queda da Argentina está prevista em 5,7%.

De todo modo, o prejuízo também será enorme para os países desenvolvidos: mesmo com o recebimento de capital, a paralisação afeta a produção tecnológica e de alto valor, como a de eletroeletrônicos e automóveis.

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Nicolas se formou em Direito pela Universidade Federal do Paraná e é pós-graduado em Gestão de Negócios Internacionais. Atualmente, cursa Jornalismo na FAPCOM. Escreve sobre economia, política e história há alguns anos. Em 2017, após entrar em contato com a tecnologia blockchain, se entusiasmou com o seu potencial e passou a estudar as aplicações da tecnologia aos diversos setores da economia. Seu foco está em discutir as melhores maneiras de alavancar o desenvolvimento nacional através do uso do blockchain e das criptomoedas.

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