Economia ou política? O que levou El Salvador a legalizar o Bitcoin

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EM RESUMO
  • Bukele afirmou em público que a adoção do Bitoin pode dar receita econômica para El Salvador.

  • A situação política enfrentada pelo presidente pede que a situação seja avaliada a fundo.

  • Os salvadorenhos acreditam que esta pode ser uma boa oportunidade para o país.

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El Salvador se posicionou com força no sábado no mundo das criptomoedas depois que seu presidente, Nayib Bukele, anunciou na Bitcoin Conference 2021 sua intenção de transformar o Bitcoin em uma moeda de uso legal em todo o país. Mas, além da euforia que isto gerou no ecossistema, é pertinente avaliar as possíveis motivações por trás desta medida.

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O jovem presidente salvadorenho sempre foi um chefe do executivo polêmico e chamativo. Seja por sua baixa idade, suas entrevistas com youtubers ou suas medidas contra os outros poderes de El Salvador, Bukele soube se projetar no campo político mundial.

Agora, em meio ao boom do Bitcoin e das criptomoedas, com seu crescimento vertiginoso no qual receberam apoio de bancos, instituições, influencers e atores, o mandatário encontrou uma forma para também se converter em uma referência no vasto mundo dascriptomoedas.

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O benefício econômico de aprovar o Bitcoin

Como empresário e filho de empresários, Bukele demonstrou ao longo de sua carreira política que tem visão para os negócios. Apesar do pequeno impacto financeiro de El Salvador na economia mundial, a hierarquia tem impulsionado acordos e projetos que potencializam setores como o turismo e o esporte dentro da nação da América Central.

No caso do Bitcoin, parece que a sagacidade de Bukele com os negócios não ficou para trás. Mesmo que tenha mencionado o Bitcoin como moeda de uso legal autorizada, depois de ver a atuação irresponsável dos bancos centrais do mundo nos dias seguintes se pode demonstrar, através de sua conta pessoal do Twitter, que há uma motivação financeira por trás de tudo isso.

Fazendo uma comparação com a capitalização de mercado do Bitcoin, que no momento da publicação de Bukele era de US$ 680 mil, o presidente afirmou que se se investisse apenas 1% desse montante, o PIB de El Salvador teria um crescimento de 25%.

Ainda que embora o Bitcoin não seja “uma empresa” que disponha de milhões de dólares investidos em algum setor em particular, é certo que há uma indústria por trás que permite o aporte de investimentos e dividendos na economia salvadorenha.

Após o anúncio de Bukele sobre o Bitcoin, o próprio presidente declarou, em uma conversa com o CEO da Tron Foundation, Justin Sun, que estaria levando a cabo uma série de prerrogarivas para impulsionar a indústria de criptomoedas, entre as quais se destacam que não haverá impotos sobre os ganhos de capital para Bitcoin e a facilitação de vistos de residências permanentes e imediatos para os empreendedores da indústria de criptomoedas.

Frente a estas medidas e o apoio expressado a elas, diversas empresas decidiram não esperar para demonstrar a intenção de investir em El Salvador. O próprio Justin Sun declarou que a Tron poderia abrir um escritório em El Salvador, enquanto a Blockstream, uma das empresas de investimento em Bitcoin mais importantes do mundo, indicou que estaria trabalhando em um plano de infraestrutura por satélite para ajudar os salvadorenhos de áreas rurais a se conectarem à Internet e usarem o BTC. Outros, como o CEO da PundiX Labs, Zac Cheah, declarou que doaria 100 XPOS a comerciantes para facilitar a adoção de Bitcoin.

Da mesma forma, além de ações concretas, El Salvador esteve em conversas de pessoas importantes da indústria, como o CEO a Binance, Changpeng Zhao, o co-fundador da Gemini, Tyler Winklevoss, a CEO do Avanti Bank, Caitlin Long e o investidor e influencer da indústria, Anthony Pompliano.

As mãos da política por trás de tudo isso

Apesar da euforia gerada por esse anúncio, há quem busque ver motivações além das econômicas e das positivas, detalhando que as medidas de Bukele podem não ser tão boas apesar de tudo.

Um dos críticos foi Vlad Costea, que publicou o artigo “Why adopting Bitcoin is a bad idea for El Salvador” (“Por que a adoção de Bitcoin é uma má ideia para El Salvador?”). O texto argumenta uma série de elementos negativos para a situação.

Embora nem todas as razões estejam enumeradas nesse artigo, há uma que pode ser usado para aprofundar todos os motivos políticos que podem impulsionar o movimento do presidente de El Salvador.

Pontualmente, Costea detalha que a moeda oficial dentro da economia de El Salvador é o dólar americano. Portanto, é óbvio que os Estados Unidos serão contra a adoção do Bitcoin e a diminuição do poder do dólar na sociedade de El Salvador, o que poderia levar o país a executar “restrições comerciais e embargos em grande escala nos quais poderiam participar os vizinhos de El Salvador”, segundo seu texto.

Embora isto pareça um exagero e, também, pode ser visto como uma reação desproporcional por parte das autoridades dos Estados Unidos, as relações de Bukele com Washington apontar que há uma possibilidade real de isto acontecer.

Embora tenha chegado ao poder com a benção dos políticos da Casa Branca, as últimas ações de Bukele o distanciaram do bom grado americano. Concretamente, os Estados Unidos viram a destituição de cinco ministros da Suprema Corte e do Procurador Geral realizadas pela Assembleia Legislativa de El Salvador, governada pelo partido de Bukele, como uma ação autoritária do preidente.

Além das rejeições, as medidas de Bukele fizeram com que o governo americano retirasse o apoio monetário que fornecia a diversas instituições públicas de El Salvador e o repassasse a diversas ONGs.

Por outro lado, em o que parece ser um movimento que lembra os melhores anos da Guerra Fria, El Salvador respondeu à retaliação dos Estados Unidos com estreitamento dos laços com a China e Rússia.

Acordos financeiros e abordagens políticas com os maiores rivais geopolíticos dos Estados Unidos, medidas que poderiam ser arriscadas para Bukele, ainda mais quando se considera que esta é a nação que emite toda a moeda usada legalmente em sua economia.

Sem embargo, além do risco dderivado de perturbar os Estados Unidos, a adoção das criptomoedas como uma alternativa diante das (possíveis) sanções ou bloqueios não é realmente uma loucura e existem diversos estudos de caso que poderiam ser usados por El Salvador. Dentro do próprio continente é possível ver que o que acontece na Venezuela, assim como também existem os exemplos do Irã e o Oriente Médio.

O que pensam os salvadorenhos?

O BeInCrypto entrou em contato com o especialista em transformação digital e inovação corporativa e membro da comunidade cripto de El Salvador, César Medrano, para conhecer um pouco mais sobre a visão da comunidade local a esse respeito.

Ele expressou que sua perspectiva, como usuário, um fator chave que parece motivar suas ações é “sua idade e a forma de abordar os problemas tradicionais”.

Graças a estes fatores, o especialista em transformação digital afirmou que isto lhe permite “apostar na inovação como instrumento viável para encontrar soluções”, além de afirmar que ela lhe ajuda a não ver a tecnologia como ameaça e que isto lhe permite ver o Bitcoin como um caminho tangível para a inclusão financeira, ainda mais quando se considera de 70% dos salvadorenhos não têm acesso a bancos, lembra Medrano.

A respeito da perspectiva do salvadorenho médio com o Bitcoin, ele disse que a facilidade trazia pela tecnologia para efetuar transações é muito intuitiva para “ser empenhada na vida cotidiana de qualquer salvadorenho”, lembrando que foi isto que aconteceu na praia de El Zonte, conhecida como Bitcoin Beach, onde a adoção de Bitcoin e de criptomoedas tem ocorrido há quase dois anos.

Tendo em vista estes fatores, Medrano concluiu que espera ver El Salvador como o “primeiro caso de sucesso na adoção [de criptomoedas] e uma referência de crescimento cripto em todo o mundo”.

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Berta Méndez é uma advogada espanhola que cruzou o caminho aprendendo sobre Bitcoins e criptomoedas. Desde então, não houve mais volta. Acredita que a tecnologia blockchain pode mudar o mundo para melhor sem corrupção e que moedas como Bitcoin fornecem liberdade financeira para o indivíduo. A caneta é minha arma.

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