Engenheiros Recebem Bitcoin Para Extrair Dados de Cartões Clonados

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EM RESUMO
  • Especialistas em descriptografar informações recebiam em criptomoeda pelo crime.

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Dois engenheiros são acusados de receber em Bitcoin para extrair dados de cartões clonados por criminosos. Os especialistas eram consultados por dois acusados de clonar mais de 300 cartões. As informações somente eram acessadas depois que a dupla pagava em Bitcoin para os engenheiros de software.



Criptomoedas podem ser usadas para financiar crimes envolvendo o roubo de dinheiro. No caso dos cartões clonados e o Bitcoin, a criptomoeda foi utilizada como forma de pagamento pelos criminosos que não conseguiam ter fácil acesso aos dados roubados.

Criminosos pagavam para descriptografar cartões clonados



Os criminosos presos na Índia pagavam em Bitcoin para ter acesso aos cartões clonados. As vítimas eram utilizadores de caixas eletrônicos, onde os acusados de golpe instalavam máquinas para clonar informações dos cartões.

As vítimas usavam os cartões em terminais aparentemente normais. Com um aparato tecnológico de ponta, os criminosos instalavam clones de cartões que não eram percebidos pelos usuários que caíram no golpe.

Dois equipamentos para clonar cartões foram apreendidos pelas autoridades locais nesta sexta-feira (15). A apreensão aconteceu em Mahipal Pur, na Índia. Depois que o equipamento foi encontrado, a polícia descobriu também mais de 300 cartões clonados em posse dos envolvidos no esquema.

Os acusados foram identificados como Krishna Gopal, 22 e Sumit Gola, 30. Além da região de Mahipal Pur, os golpistas atuavam roubando dados de cartões em outros locais do país. As atividades da dupla criminosa aconteciam em Orissa, Hayana, Uttar Pradesh e outros estados indianos.

Câmeras com scanner e uma arma de fogo também estavam em posse dos homens que foram presos. Segundo a investigação, os criminosos vigiavam o caixa eletrônico onde os dispositivos eram instalados.

Sendo assim, a vigília acontecia em locais bem próximos de onde o golpe acontecia, uma distância de algo como 50, 60 metros. Isso permitia uma rápida reação dos golpistas caso acontecesse alguma coisa com as máquinas usadas para clonar cartões.

Dupla pagava até R$ 700 em Bitcoin para engenheiros

Depois de recolher os dados de várias vítimas por várias horas, a dupla desconectava o dispositivo dos caixas eletrônicos. Com as informações roubadas, o próximo passo era o contato com engenheiros de softwares.

Somente os especialistas poderiam permitir o acesso às informações que os criminosos conseguiam. Como os dados estavam protegidos de forma criptografada, os criminosos não podiam acessar o conteúdo sem a ajuda dos engenheiros.

O alvo dos detidos pela polícia indiana eram cartões de crédito e ou débito, que mais tarde eram utilizados para sacar dinheiro e fazer compras online.

Uma oferta em Bitcoin para dois engenheiros de software permitia que os acusados tivessem acesso aos dados dos cartões clonados. Geralmente o valor era pago em criptomoeda, ou então, através de transferências bancárias.

Pelo serviço, as autoridades descobriram que os engenheiros recebiam entre R$ 5,85 a R$ 702,50 para cada serviço prestado pelos dois homens que foram detidos. Ou ainda, a dupla pagava uma fração de 0.00016 a 0.020 (BTC), considerando a cotação atual para o Bitcoin.

Você conhece alguém que já teve problemas com cartão clonado? Comente sobre a notícia dos engenheiros que recebiam Bitcoin para cometer crimes, e compartilhe no Facebook.

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Jornalista apaixonado pelo universo das criptomoedas e seu enorme impacto na sociedade. Conheceu o Bitcoin em 2013 sem saber que a criptomoeda tomaria conta de sua vida anos mais tarde. Já trabalhou em outros portais de notícias sobre criptomoedas, sendo que atualmente é um dos colaboradores do BeInCrypto.

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