Estudo confirma correlação do Ibovespa com fundo de Bitcoin da Grayscale

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EM RESUMO
  • Ibovespa e Bitcoin reagiram de maneira parecida aos mesmos estímulos em 2020.

  • Segundo relatório da Transfero Swiss, ouro teve correlação quase zero com Bitcoin.

  • Estudo também aponta XRP como criptomoeda mais volátil dos últimos meses.

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Relatório mostra como os preços do mercado de ações brasileiro espelhou o movimento do Bitcoin no ano passado.



O Ibovespa e o GBTC, investimento da Grayscale exposto 100% ao Bitcoin, apresentaram forte correlação em 2020. Segundo um levantamento da Transfero Swiss, os preços dos dois mercados acompanharam uma linha muito similar de valorização no ano passado. O relatório, portanto, confirma análises de outros especialistas.

De acordo com o estudo, os ativos reagiram de forma parecida às injeções de estímulos monetários dos bancos centrais dos Estados Unidos e da Europa. Dessa forma, como já se sabia, o índice S&P 500 e o Bitcoin de fato se moveram lado a lado no último ano.



No entanto, o levantamento mostra que algo parecido ocorreu também com o Ibovespa e o BTC. O motivo seria, por sua, a forte correlação entre a bolsa brasileira e o índice americano. O Ibovespa, vale lembrar, fechou 2020 em 119 mil pontos e ultrapassou a máxima histórica de 125 mil pontos em janeiro de 2021.

Tal movimento pode ter ocorrido especialmente pela corrida por liquidez após o Corona-Crash de março e se manteve em seguida ao longo da V-shaped recovery em ambos ativos. Tais fatos podem explicar também a correlação negativa do Bitcoin com o VIX, índice que aumenta em períodos de alta volatilidade e cai nos de baixa.

Além da correlação entre Ibovespa e GBTC, o relatório da Transfero Swiss aponta correlação inversa entre o dólar e o Bitcoin. Consequentemente, portanto, entre a moeda americana e o GBTC da Grayscale. Além disso, o estudo confirma que Bitcoin e ouro tiveram correlação próxima de zero.

Porém, em agosto essa relação ficou acima de 0.6, o que indica um forte movimento de aversão ao risco nesse momento do ano passado.

Entre as principais criptomoedas, XRP é mais volátil dos últimos meses

A Transfero Swiss também analisou a volatilidade do Bitcoin nos últimos meses. Segundo a empresa, o parâmetro em dólares anualizado dos últimos 60 dias ficou entre 30% a 60%. Por outro lado, outras criptomoedas apresentaram volatilidade bem maior, entre 75% e 130%.

A campeã de volatilidade é a XRP. O ativo da Ripple tem seu caráter de moeda questionado na Justiça e vem vivendo uma gangora desde novembro. O relatório, a volatilidade anualizada da XRP em 60 dias passa de 200%.

Em seguida, aparecem Solana, Synthetix, Serum, Bitcoin Cash, Compound, Chainlink, Balancer, Ethereum e Tezos. Todas, portanto, acima do Bitcoin.

Bitcoin menos volátil está ligado aos investidores institucionais

Segundo os analistas da Transfero Swiss, a baixa volatilidade do Bitcoin tem a ver com a entrada de capital institucional no ativo. O parâmetro está abaixo do bull run de 2017, gerando menor impacto do valor emocional sobre o preço.

Cada vez mais investidores compram BTC para compor sua carteira e proteger seu patrimônio por entender o poder da descentralização e cada vez menos investidores compram pelo Fear of Missing Out, expressão usada no mercado para designar os compradores que adquirem um ativo apenas para não perder uma possível alta dos preços.

Para 2021, os analistas da empresa esperam que o DeFi irá se consolidar. Além disso, a projeção é de mais uma onda de projetos inovadores, como IEO’s (Initial Exchange Offering) e IDO’s (Initial Decentralized Offering – ofertas de tokens em exchanges descentralizadas).

Os especialistas apostam que Solana Polkadot e Parsiq, uma plataforma de monitoramento e inteligência de blockchains, são bons projetos para prestar atenção neste próximo ciclo.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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