ETF de Bitcoin – tudo o que você precisa saber

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EM RESUMO
  • ETFs de Bitcoin não são um assunto novo. Por que a busca por um ETF de Bitcoin nos EUA ainda não terminou?

  • Qual a diferença entre um ETF de Bitcoin e um ETF de futuros de Bitcoin?

  • Negociar Bitcoin é melhor que um ETF de Bitcoin?

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The Trust Project é um consórcio internacional de veículos de notícias que criam padrões de transparência.

O ETF baseado em Bitcoin da ProShares, listado em outubro, abriu caminho para que vários outros produtos similares fossem listados nos EUA pela primeira vez. O que muita gente não entendeu é porque a SEC abriu o caminho para ETFs de Bitcoin vinculadas a futuros, mas não aqueles que realmente representam o Bitcoin em si.

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Se você não sabe a diferença entre comprar Bitcoins diretamente de corretoras, e investir em ETFs, ou não sabe a diferença entre ETF de Bitcoin e um ETF apoiado em futuros de Bitcoin, este artigo com certeza é pra você.

ETFs de Bitcoin não são um assunto novo

Um ETF (“Exchange Traded Fund”), também conhecido como fundo índice negociado em bolsa, é um veículo de investimento que monitora o desempenho de um determinado ativo ou grupo de ativos.

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Os ETFs permitem que os investidores diversifiquem seus investimentos sem realmente possuírem os ativos rastreados por um fundo.

No caso específico dos ETFs de Bitcoin (chamado de Bitcoin ETF spot ou physical ETF), eles são um fundo negociado em bolsa que permite aos investidores obterem exposição ao Bitcoin por meio dos mercados de ações tradicionais, sem a necessidade de comprar ou vender diretamente o ativo digital em uma corretora de criptomoedas.

Um ETF de Bitcoin basicamente reflete o preço da criptomoeda, e podem ser liquidados em dinheiro ou fisicamente, o que significa que os investidores receberão moeda fiduciária ou Bitcoin, respectivamente.

Os ETFs de Bitcoin têm sido um tema de destaque no espaço dos criptoativos desde 2013, quando o COIN, dos gêmeos Winklevoss, foi arquivado na Securities and Exchange Commission (SEC), o órgão americano equivalente à Comissão de Valores Mobiliários brasileira (CVM).

Apesar de inúmeras propostas de fundos terem sido retiradas, arquivadas e rejeitadas desde então, a expectativa por um ETF cripto voltou à cena, com a imprensa noticiando que os reguladores de valores mobiliários dos EUA poderiam ter uma aparência mais favorável a um ETF de Bitcoin, depois que o Canadá deu luz verde a vários produtos cripto no início deste ano.

A busca por um ETF de Bitcoin nos EUA ainda não terminou

Em outubro, a SEC permitiu a listagem e o início da negociação de dois fundos que fornecem exposição aos futuros de Bitcoin negociados no CME. Ou seja: o órgão regulador americano aprovou um ETF de futuros de Bitcoin, que é bem diferente de um ETF de Bitcoin.

Embora este seja um passo à frente para milhões de americanos que exigem acesso a novas formas de investir em Bitcoin, o ETF de futuros de Bitcoin é potencialmente muito mais volátel que um ETF de Bitcoin e podem impor taxas substancialmente mais altas aos investidores devido ao prêmio ao qual os futuros Bitcoin normalmente negociam, além do custo mensal de contratos futuros.

De olho nisto, os congressistas americanos Tom Emmer e Darren Soto, em uma carta divulgada na quarta-feira (03) e endereçada a Gary Gensler, questionaram “por que, se você se sente confortável em permitir a negociação em um ETF baseado em contratos derivativos, você não está igualmente ou mais confortável em permitir que a negociação comece em ETFs baseados em Bitcoin à vista?”. Emme e Soto pontuaram que “Os ETFs de Bitcoin spot são baseados diretamente no ativo, o que inerentemente fornece mais proteção aos investidores”.

Portanto, a busca por um ETF de Bitcoin no mercado americano ainda não chegou ao fim.

A bolsa brasileira foi a primeira a ter um ETF de bitcoin

A B3 foi a primeira bolsa da América Latina a aprovar um ETF de Bitcoin, a pedido da QR Asset Management, gestora de recursos da holding QR Capital.

A iniciativa foi pioneira, já que o ETF foi o primeiro da América Latina atrelado ao Bitcoin e apenas o quarto entre países que compõem o G20 (grupo de países dentre as maiores 20 economias do mundo).

Além do Brasil, o Canadá tem outros três ETFs de Bitcoin. O primeiro a ser lançado foi o Purpose Bitcoin ETF.

Perspectivas e possibilidades

Independente da sopa de letrinhas dos ETFs, o que a maioria das pessoas quer mesmo saber é quais as vantagens e desvantagens de adquirir um criptoativo via ETFs.

Existem algumas vantagens em adquirir Bitcoin via ETF, como:

  • Não há necessidade de passar pelo processo de aprender a custodiar (armazenar) Bitcoin com segurança. Muitos investidores ainda não entendem o mercado cripto, não tem tempo para aprender, ou, ainda, se sentem mais confortáveis em contratar terceiros para investir.
  • Comprar um ETF por meio de um corretor online pode ser significativamente mais seguro, rápido e menos sujeito a interrupções do que comprar ativos digitais diretamente de uma exchange de criptoativos (apesar de existirem excelentes corretoras no país).
  • As bolsas de valores, dependendo do país, são mais líquidas do que as exchanges de criptomoedas, o que facilita a negociação de ETFs.

Todavia, como tudo possui dois lados, também há desvantagens:

  • Os ETFs só podem ser comprados e vendidos durante os horários de negociação do mercado, enquanto os criptomercados funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana. Isso significa que, se o preço do Bitcoin se mover acentuadamente, você pode ter que esperar horas antes de ter a chance de descarregar para comprar mais.
  • É gratuito manter seu próprio Bitcoin, enquanto os ETFs cobram taxas de administração.
  • Os ETFs exigem que você confie em custodiantes terceirizados, o que é contrário a um dos princípios basilares do mundo cripto: a autocustódia.

E você? Prefere a conveniência de ter alguém para administrar o seu dinheiro, ou gosta de tomar as rédeas da sua vida financeira e ter controle total de seus ativos? Já pensou como lidar com criptoativos exige a superação de barreiras culturais, e um comportamento mais proativo?

Pense nisto até nosso próximo encontro.

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Tatiana Revoredo é membro fundadora da Oxford Blockchain Foundation e estrategista em blockchain pela Saïd Business School da Universidade de Oxford. Ela é também especialista em blockchain aplicada a negócios pelo MIT e mitigação de risco cibernético pela Harvard University, além de CSO da theglobalstg.com. Tatiana foi convidada pelo Parlamento Europeu para participar da Conferência Internacional de Blockchain, e pelo Congresso Brasileiro para a Audiência Pública do PL 2303/2015. É também autora de três livros: "Blockchain: Tudo O Que Você Precisa Saber", "Cryptocurrencies in the International Scenario: What Is the Position of Central Banks, Governments and Authorities About Cryptocurrencies?" e "Bitcoin, CBDC, Stablecoins, and DeFi".

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