EUA extradita brasileiro acusado de operar pirâmide milionária de criptomoedas

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EM RESUMO
  • Brasileiro acusado de operar esquema com criptomoedas havia sido preso em agosto.

  • Criador da Airbitclub será julgado pela Justiça americana.

  • Esquema teria desviado centenas de milhões de dólares de vítimas.

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Brasileiro acusado de operar pirâmide de criptomoedas havia sido preso em agosto. Criador da Airbitclub, esquema que teria desviado centenas de milhões de dólares de vítimas, será julgado pela Justiça americana.



O Departamento de Justiça dos Estados Unidos ordenou, nesta segunda-feira (30), a extradição do brasileiro Gutemberg dos Santos, acusado de operar o esquema de pirâmide internacional Airbitclub. Dos Santos havia sido preso em agosto no Panamá e, agora, está sob custódia dos EUA. O suposto cabeça da fraude também tem nacionalidade americana.

A Airbitclub consistia em um falso negócio de investimento que prometia retornos garantidos envolvendo criptomoedas. Gutemberg dos Santos e seus sócios Scott Hughes, Cecilia Millan, Karina Chairez e Jackie Aguilar teriam captado clientes na América Latina, Ásia e Europa Oriental.



A estratégia envolvia, por exemplo, a realização de eventos de grande porte para atrair a atenção de investidores. Segundo autoridades americanas, no entanto, a maior parte deles foi realizada no Brasil, mais especificamente em São Paulo.

Em comunicado oficial, a procuradora interina dos Estados Unidos, Audrey Strauss, disse:

Conforme alegado, Gutemberg dos Santos desempenhou um papel fundamental em um esquema de investimento internacional que prometia taxas extraordinárias de retorno sobre investimentos fantasmas em criptomoedas, fraudando as vítimas em dezenas de milhões de dólares.

Pirâmide de criptomoedas começou a ruir em 2016

Os problemas com a Airbitclub começaram ainda em 2016. Foi quando surgiram os primeiros relatos de investidores que tentavam sacar seu dinheiro sem sucesso. Assim como em empresas acusadas de fraude, como Unick, Atlas Quantum, Genbit e Midas Trend, divulgadores criavam desculpas pelo atraso.

Além disso, a empresa lançava mão de truques como impor uma taxa de 50% sobre o valor devido para desencorajar saques. Enquanto isso, Gutemberg adotava vários esquemas para esconder o paradeiro da empresa, incluindo a utilização de conta bancária no nome de seu advogado.

Segundo a Justiça americana, os sócios também usaram o dinheiro do esquema para comprar carros, jóias e casas de luxo. Além disso, eles teriam financiado exposições cada vez mais extravagantes para recrutar mais vítimas. No total, eles teriam lavado pelo menos US$ 20 milhões.

Investigação começou após queixa de vítimas americanas

Foram investidores de Nova Iorque que ensejaram a investigação. A polícia, então, descobriu que os supostos retornos mostrados no site da empresa eram falsos. Da mesma forma, pagamentos realizados para quem havia entrado primeiro eram provenientes apenas de aportes de novos entrantes. Dessa maneira, ficou caracterizado o esquema de pirâmide financeira.

Antigo líder da pirâmide Airbitclub, Paulo Vaz é outro que promove Bitcoin Vault no Brasil

Gutemberg foi formalmente acusado de conspiração para cometer fraudes eletrônica, bancária e lavagem de dinheiro. Se for considerado culpado, o brasileiro-americano pode ser condenado a até 70 anos de prisão no somatório das penas.

Um dos divulgadores do esquema, vale lembrar, segue recrutando pessoas para investimentos suspeitos no Brasil. Segundo reportado pelo BeInCrypto, um ex-integrante do grupo passou a promover a Bitcoin Vault, moeda que tem fortes indícios de fraude, segundo especialistas.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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