Ex-clientes acusam Midas Trend de vazamento de dados e site fica fora do ar

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EM RESUMO
  • Vítimas acusam Midas Trend de vazar dados pessoais

  • Ex-clientes estariam sendo alvo de novos golpes

  • Site completa duas semanas fora do ar

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Antigos clientes da Midas Trend acusam a empresa de vazar dados de clientes. A denúncia surge enquanto o site oficial marca duas semanas fora do ar. A companhia é investigada por fraude com falso investimento em criptomoedas e acumula dívida estimada em R$ 60 milhões.



Segundo o monitor WayBackMachine, o site da Midas Trend ficou offline no dia 13 de outubro e nunca mais voltou à ativa. O domínio utilizado pela empresa (midastrend.com), inclusive, já surge com outro site no lugar. A página não tem relação aparente com a empresa original.



No entanto, vítimas acusam que, antes de sair do ar, informações de clientes disponíveis no site teriam sido vazados. Uma cliente que não deseja se identificar diz que suas informações pessoais teriam sido usadas para solicitar um empréstimo junto a um banco.

Ex-clientes da Midas Trend alegam serem alvo de golpes com dados vazados

Aparentemente, as pessoas se referem à divulgação de selfies dos clientes segurando seus documentos de identificação. A foto teria sido solicitada pela Midas Trend para, supostamente, dar andamento à devolução dos pagamentos não realizados.

Midas Trend pediu selfies de clientes que agora estariam sendo usadas em novos golpes

Fotos de pelo menos 185 pessoas foram divulgadas abertamente em uma página do site da Midas durante meses. Segundo um dos relatos divulgados em redes sociais, uma ex-cliente diz que justamente uma selfie sua segurando seu documento de identificação teria sido usado para abrir uma conta em banco.

O advogado Alexandre Torres, que atua em um processo contra a Midas Trend, considera que a prática fere a LGPD e pode configurar crime.

Trata-se de mais um crime cometido pela Midas. É uma acusação, se comprovada, deverá ser registrada junto a Polícia Civil (B.O.). Cabe uma ação de reparação de danos morais por utilização indevida de dados pessoais, contra a Midas e seus sócios.

Deivanir Vieira Santos teria sumido de vez do mapa

O site fora do ar também removeu a página da Midas Recuperação, destinada a mostrar os supostos pagamentos de dívidas da empresa. Dessa maneira, investidores perderam de vez a possibilidade de monitorar um possível recebimento por meio da plataforma.

Deivanir Vieira Santos, sócio e fundador da Midas Trend, vinha até então realizando transmissões ao vivo no Instagram para divulgar avanços no projeto.

Ex-clientes da Midas Trend comentam site fora do ar

Após não pagar os primeiros investidores, a empresa lançou um segundo negócio que também teria ruído. Além disso, Deivanir apresentou uma criptomoeda própria, seguindo os passos de Atlas Quantum e Genbit, também acusadas de fraude.

No entanto, o dono da Midas não é visto online desde a live do dia 10 de setembro. Grupos de investidores acusam o fundador e seu irmão, Devanney Vieira Santos, de abandonarem o negócio de vez.

Deivanir Santos, da Midas Trend, apareceu em live pela última vez em setembro

O advogado Alexandre Torres, considera que o sumiço da dupla não afeta os processos em andamento ou os novos que podem ser ingressados por vítimas. Na prática, a Justiça pode dar seguimento aos julgamentos mesmo que os sócios não se manifestem.

 

Dessa maneira, uma eventual ação penal do Ministério Público como resultado da investigação policial também não seria prejudicada. No entanto, o especialista alerta que apenas quem já tiver sido bem sucedido em seu processo na esfera cível poderá receber valores provenientes de bloqueios pedidos pelo MP.

Só vão conseguir pleitear seus valores/direitos junto ao Processo Penal aqueles que possuírem uma sentença, no cível, transitada em julgado.

Segundo Torres, trata-se da situação na qual se encontram hoje os ex-clientes da Unick. As vítimas têm informado a Justiça Federal sobre suas sentenças favoráveis para que valores bloqueados nas contas da empresa sejam usados para a devolução.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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