Ex-presidente do Banco Central acha que criptomoedas devem ser reguladas

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O ex-presidente do Banco Central do Brasil, Gustavo Franco, afirma que o Bitcoin precisa ser regulamentado para ter alguma chance no mercado.



Gustavo Franco declarou durante o evento Block Trends que o bitcoin precisa ser regulado para ter alguma chance. Mas quem é Gustavo Franco? De acordo com a Wikipedia, ele é economista e foi um dos responsáveis pela criação e implementação do plano real. Como seria de se esperar, ele foi filiado à alguns partidos políticos, principalmente o PSDB, por 28 anos e atualmente é
filiado ao partido novo. Ou seja, ele ainda faz parte do estamento burocrático brasileiro.

Não é a primeira vez que Gustavo Franco menciona bitcoin em suas declarações. Ano passado, dia 3 de março de 2018, foi publicada uma matéria na revista época negócios onde ele afirmava que o bitcoin não tem nada de revolucionário. No texto, ele afirma não ver nada de especialmente revolucionário no bitcoin ou nas outras centenas de criptomoedas parecidas. Ele continua dizendo que essas moedas se confundem com as ações das companhias que emitem. Fica evidente que ele não domina o assunto, já que o bitcoin não possui nenhuma empresa por trás emitindo moeda, nem sendo responsável por controlar essas moedas.



Esclarecendo conceitos

Todo o controle da rede é descentralizado, são os mineradores os responsáveis pela emissão das moedas e são os próprios usuários os responsáveis pela manutenção e segurança da rede. Não é de surpreender que uma pessoa que defende a centralização não consiga entender conceito de
descentralização, de não existir um terceiro de confiança para que algo funcione. Essa crença na centralização fica evidente quando ele afirma que a idéia de que um algoritmo possa oferecer um instrumento de pagamentos superior à moeda nacional lhe parece uma coisa meio delirante e só um libertário muito radical imaginaria que um algoritmo é melhor que o banco central. Não passa pela cabeça dele que um algoritmo matemático não têm inclinações políticas nem vontades próprias ele simplesmente faz o que é correto, enquanto o banco central é uma terceira parte corruptível e parcial.

A afirmação de que o bitcoin não tem nada de revolucionário parece a primeira fase do processo de mudança: negação. Já a declaração feita no Block Trends parece estar caminhando para a fase de negociação que é uma fase intermediária do processo de mudança, que, por sua vez, termina com a aceitação. Fica clara a mudança de tom quando observamos suas declarações mais recentes em que ele diz que o bitcoin precisa ser regulado para ter alguma chance. Ou seja, agora ele está querendo negociar uma regulamentação já não está mais afirmando que se trata de loucura ou algo que não tem valor. A dúvida que fica à partir dessas declarações é que mercado é esse que ele está falando que precisa de alguém centralizado definindo se vai ser aceito ou não?

O mercado não depende disso… O mercado são todas as pessoas decidindo o que comprar e não precisa de uma entidade centralizada aceitando ou não. Então o conceito de mercado já está errado até porque as criptomoedas e o bitcoin já foram aceitos pelo mercado que hoje conta com uma valorização de centenas de bilhões de dólares e que já possui aceitação, visto que existe há mais de dez anos.

Gustavo continua afirmando que as criptomoedas parecem ter criado pelo menos a sensação de que se tem um novo off-shore, uma dark web onde tudo pode acontecer e ninguém vai ver. De acordo com ele isso não vai acontecer. O pensamento do ex-presidente do Bacen demonstra o perigo de depender de uma terceira parte, de uma pessoa para definir o que você pode ou não pode fazer na sua propriedade com seu dinheiro. É exatamente esse tipo de coisa que o bitcoin evita!

 

Ponto positivo

De qualquer forma, já é algo positivo alguém como Gustavo Franco mencionar bitcoin e mencionar libertários. Isso jamais aconteceria há poucos anos atrás e mostra que começamos a incomodar. O sistema parece estar entrando na fase da negociação. Querem regular o mercado, querem estar envolvidos neste processo, achando que ainda tem controle sobre a situação, sendo que a mudança que estamos vendo ocorrer não depende do sistema. O uso de criptomoedas públicas, abertas e resistentes à censura ocorrem paralelamente ao sistema, que diga-se de passagem, é responsável por censurar. A vantagem da descentralização é poder não ligar a mínima pra opinião de uma pessoa ou de um grupo. Essa pessoa não tem interferência no sistema como um todo. É um livre mercado, é o mercado que define o andamento das coisas.

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Imagens cortesia de Shutterstock, Twitter

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Vini se formou em geologia pela Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil e trabalhou com gerenciamento de projetos na área de exploração mineral em empresas como BHP Billiton e Vale. Ele se envolveu com o bitcoin em 2011, quando comprou suas primeiras moedas através do jogo online “Second Life”, mas usou a maioria de suas primeiras moedas aprendendo a fazer transações e negociar. Depois disso, ele se tornou um entusiasta da tecnologia blockchain e desde então focou sua carreira para esse campo. Recentemente, ele se dedica à programação frequentando o Le Wagon Coding Bootcamp e Ivan On Tech Academy.

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