Exchange britânica usará token ambiental brasileiro para compensar emissão de carbono

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EM RESUMO
  • A exchange britânica Archax vai utilizar o token brasileiro MCO2 para compensar sua emissão de carbono.

  • O token criado há oito meses atrás é uma espécie de "bitcoin verde".

  • Em blockchain, os tokens de carbono reduzem para 5 minutos um processo de compra que antes demorava meses.

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A exchange britânica Archax firmou uma parceria com a empresa Moss para incluir o token brasileiro de crédito de carbono na sua plataforma.



O MCO2 foi o primeiro token do mundo, criado em blockchain, para representar créditos de carbono. Agora, o criptoativo brasileiro da empresa Moss vai ser utilizado pela exchange Archax e seus clientes para a compensação de CO2.

Cada token MCO2 representa 1 crédito de carbono, que por sua vez equivale a uma tonelada de carbono. A tokenização desses créditos simplifica o processo de compra, ainda muito burocrático, lento e pouco acessível. Apesar disso, é um mercado em amplo crescimento no mundo.



O BeInCrypto conversou com o CEO da Moss, Luis Felipe Adaime, e ele explica o MCO2 como uma espécie de criptomoeda ambiental:

“É igual ao bitcoin, com a vantagem que você está ajudando o meio ambiente. Foi isso que a gente quis criar, um bitcoin verde.”

Apesar de ter surgido há apenas oito meses, a iniciativa já deu passos importantes. O mais recente é a parceria com a Archax, uma exchange grande e regulada que além de adquirir créditos através do token brasileiro, também vai usá-lo para compensar o CO2 de todas as negociações que acontecem dentro da plataforma. 

Dessa maneira, a parceria é uma forma de minimizar os impactos negativos que as criptomoedas trazem ao meio ambiente através da mineração, conforme apontou Adaime.

“A compra também é para compensar as transações de criptomoedas que acontecem na plataforma porque a mineração consome muita energia, que em países como o Reino Unido ainda vem boa parte do carvão mineral.”

Archax compensa emissão de carbono com criptomoeda brasileira

A Archax foi a primeira exchange de criptoativos licenciada pela Autoridade de Conduta Financeira do Reino Unido (FCA) em agosto deste ano. Com a nova parceria, a exchange busca operacionalizar um modelo de negócio mais sustentável, como disse em nota o CEO da Archax, Graham Rodford:

“Estamos ansiosos não apenas para compensar nosso próprio uso de carbono, mas também para medir a classificação ESG de todas as emissões, bem como fornecer acesso fácil para tokens de créditos de carbono para nossos clientes.”

No futuro, a parceria pode render a listagem do token MCO2 na Archax. Atualmente é possível comprar o token nas exchanges FlowBTC e Uniswap. Aliás, agora a Moss negocia a listagem do token na maior exchange da América Latina, previsto para ser divulgado em janeiro de 2021.

Blockchain salva o dia outra vez

Se você quiser compensar o CO2 que emite todos os dias, do carro que você dirige à carne que você come, a compra de créditos de carbono é uma boa opção. No entanto, é um processo extremamente complicado, que desmotiva qualquer um que queira estar de bem com o meio ambiente.

No entanto, ao colocar em blockchain os créditos de carbono, a Moss tenta mudar o jogo e reduzir para 5 minutos um processo de compra que antes demorava até um ano para ser concluída.

O é MCO2 um token ERC-20 desenvolvido na rede Ethereum. Uma das suas principais qualidades é a possibilidade de fragmentar aquilo que representa.

“As pessoas vão querer compensar mas desde que seja algo simples e que possa ser fracionado. Se for R$ 300, não vão querer comprar. Mas se tiver a opção de um fração de crédito por R$ 10, talvez você se interesse. É isso que a tokenização permite, a fragmentação simples e acessível para compra em plataformas como exchanges.”

Descarbonização das empresas

A Moss compra o crédito de carbono de seis projetos ambientais da Amazônia, que juntos somam 1 milhão de hectares de floresta preservada. Dessa forma, a empresa brasileira já detém o maior estoque de créditos de carbono do mundo, com 2 milhões de toneladas.

Desse total, a Moss já vendeu metade do estoque. A empresa se encaixa em um mercado voluntário de créditos de carbono, onde empresas e pessoas podem adquiri-los ao mesmo tempo que ajudam projetos de preservação ambiental.

De forma a compensar o impacto negativo que sua produção causa ao meio ambiente, gigantes como Apple, Google, Microsoft, entre muitas outras, se comprometeram em 2020 a neutralizar a emissão de carbono, algo possível através da compra de créditos. Dessa forma, podemos esperar que esse mercado cresça cada vez mais nos próximos anos. 

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Saori Honorato é jornalista e para o BeInCrypto escreve sobre os principais acontecimentos do universo das criptomoedas.

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