Exchanges recebem R$ 900 milhões enquanto Bitcoin bate novo preço recorde

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EM RESUMO
  • Bitcoin estabeleceu um novo preço máximo ao atingir US$ 35.895 nesta madrugada.

  • Ao mesmo tempo, exchanges de criptomoedas receberam o equivalente a R$ 900 milhões.

  • Movimento sugere que preço pode continuar subindo.

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Bitcoin ultrapassou a barreira de US$ 35.000 e estabeleceu um novo recorde na madrugada desta quarta-feira (5) e ETH ruma para máxima.



Exchanges de criptomoedas receberam depósitos na ordem de US$ 171 milhões, equivalentes a mais de R$ 900 milhões, apenas nas primeiras horas do dia. O movimento aconteceu em meio a um novo avanço do Bitcoin, que ultrapassou pela primeira vez a barreira dos US$ 35.000.

As transferências foram principalmente na forma das stablecoins USDT e USDC, principalmente em direção à Binance. Além disso, Huobi e Bitfinex foram outras corretoras a receberem depósitos milionários. O movimento foi flagrado pelo monitor Whale Alert a partir da 0h desta quarta-feira (6).



Uma das transações teve origem no Tether Treasury, entidade responsável por emitir a stablecoin USDT. Esse tipo de transferência ocorre quando, por exemplo, uma exchange precisa repor os cofres para atender ao aumento da demanda de usuários.

Depósitos em exchanges sugerem pump do Bitcoin à vista

Grandes transferências rumo a exchanges costumam preceder um aumento de preço do Bitcoin. O curioso, portanto, é que a maioria dos depósitos ocorreu depois que a criptomoeda passou da máxima de US$ 35.000. Pouco depois da 1h da manhã, o BTC chegou a tocar nos US$ 35.895, segundo dados do Coingecko.

Bitcoin ultrapassou US$ 35.000 na madrugada de quarta-feira (6)

A nova subida marcou uma reversão de expectativa para o preço após forte queda na madrugada de segunda-feira (4). Nas últimas horas, inclusive, um indicador do mercado de derivativos mostrava incerteza entre traders. Segundo o analista do BeInCrypto, Valdrin Tahiri, tudo indica que o Bitcoin deverá continuar subindo até US$ 39.000.

Segundo a firma de análise Glassnode, no entanto, dados sugerem que traders devem ter cautela. A pista está no indicador MVRV Z-Score usado para avaliar quando o Bitcoin está sobrevalorizado ou subvalorizado em relação ao seu “valor justo”.

Nas últimas horas, o indicador apresentou disparada em direção a uma zona perigosa. O dado sugere, portanto, que um avanço adicional no preço pode levar a uma queda forte na sequência.

Por outro lado, o número atingiu o mesmo nível visto antes da subida meteórica do Bitcoin em 2017. Uma disparada na mesma proporção dessa vez significaria avanço para o patamar de US$ 300.000.

O MVRV Z-Score do Bitcoin teve um aumento acentuado para valores acima de 5. Está agora nos níveis do principal mercado altista de 2017. Observe que em 2017, o Bitcoin fez mais 10x ao longo de 6 meses.

ETH também ruma para máxima de todos os tempos

O aumento na atividade entre investidores também pode ter relação com o preço do ETH. A segunda criptomoeda mais valiosa do mundo valoriza lado a lado ao Bitcoin dessa vez, ambas com 10% de ganhos em 24h.

A moeda alcançou os US$ 1.148 e pode estar a caminho da máxima de todos os tempos, em US$ 1.448. Além disso, para o analista Michaël van de Poppe, um alvo de até US$ 1.800 pode ser considerado “conservador”. O preço em 2021, dessa maneira, pode ser bem acima disso.

O próximo [alvo] seria em US$ 2.600. E as chances não são pequenos, dado que, se você fizer alguns cálculos sobre a projeção do Bitcoin para 2021 na nova onda de impulso, é possível derivar os mesmos alvos. Para o Ethereum, o que vemos são fundos mais altos e topos também mais altos.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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