Extremistas usaram site de streaming do TRON para transmitir invasão ao Congresso dos EUA

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EM RESUMO
  • Extremistas utilizaram a site de streaming DLive, do TRON, para trasmitir ao vivo a invasão ao Congresso dos EUA.

  • Um radical recebeu 229 doações durante sua transmissão.

  • A DLive afirmou que congelou os ganhos e suspendeu três contas da plataforma.

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O site de streaming DLive, que pertence a plataforma blockchain TRON, está sendo criticado por permitir que extremistas transmitissem ao vivo a invasão ao Congresso dos EUA nesta quarta-feira (6).



O dono da DLive é Justin Sun, empresário chinês que fundou o protocolo blockchain TRON. A sua plataforma permite que streamers recebam doações de seus espectadores através de criptomoedas, como o BitTorrent (BTT).

Nesta semana, o prédio do Congresso dos EUA foi invadido durante a posse do presidente Joe Biden, e culminou na morte de cinco pessoas e na prisão de 68 manifestantes. Durante as manifestações, extremistas pró-Trump utilizaram a DLive para transmitir os atos violentos ao vivo.



A crítica partiu da Southern Poverty Law Center (SPLC), uma organização jurídica sem fins lucrativos que denunciou a falta de moderação do conteúdo transmitido na plataforma.

Primeiramente, a DLive surgiu para ser uma plataforma de transmissão ao vivo de jogos. O serviço, no entanto, está atraindo um público bem diferente, conforme aponta a organização de advogados:

“Os supremacistas brancos e neo-fascistas têm cada vez mais adotado o DLive como uma alternativa de streaming ao YouTube, em parte porque seu conteúdo raramente passa por qualquer grau rigoroso de moderação.”

Os advogados alegam que a DLive pagou centenas de milhares de dólares a extremistas desde sua fundação, principalmente por meio de doações de criptomoedas.

Invasão ao vivo

O Hatewatch, braço da organização de advogados, monitora as atividades da direita radical americana. Conforme o movimento, cerca de cinco contas transmitiram ao vivo a invasão ao edifício do Capitólio na DLive. 

Tim Gionet transmite invasão ao vivo na DLive. Fonte: Southern Poverty Law Center (SPLC)

Entre eles estava o extremista chamado Tim Gionet. Na ocasião, ele transmitiu a si mesmo invadindo o escritório de Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.

Gionet já foi banido das principais plataformas de mídia social, como por exemplo o YouTube e Twitter, por violar seus termos de serviço.

De acordo com o Hatewatch, os usuários que assistiram a transmissão pela DLive deram gorjeta ao extremista pelo menos 229 vezes diferentes. Aliás, parte do dinheiro iria para a DLive, uma vez que a plataforma fica com 20% de cada doação.

DLive devolveu doações feitas durante transmissão

A DLive divulgou uma nota para se manifestar sobre a situação. A plataforma afirma que suspendeu 3 contas, derrubou 2 transmissões ao vivo e removeu permanentemente mais de 100 vídeos gravados na plataforma. Conforme trecho da nota, a DLive comentou sobre o incidente:

“Embora defendamos veementemente o empoderamento de nossos criadores de conteúdo, também temos tolerância zero em relação a qualquer forma de violência e atividades ilegais.”

A equipe DLive informou ainda que congelou os ganhos dos streamers que transmitiram a invasão ao Congresso e que o devolveu o dinheiro às contas dos doadores.

Não é a primeira vez…

A plataforma de Justin Sun já foi alvo de críticas anteriormente por ser um palco onde extremistas compartilham livremente seus discursos de ódio, monetizando sobre isso.

São diversos os nomes de extremistas que utilizam a plataforma para faturar. Um deles é Owen Benjamin, um comediante de extrema direita que chamou a DLive de um “ótimo serviço”, depois de ter sido banido de sites convencionais após elogiar Adolf Hitler.

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Saori Honorato é jornalista e para o BeInCrypto escreve sobre os principais acontecimentos do universo das criptomoedas.

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